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Friedman detona Trump e vê “guerra sem rumo” no Oriente Médio

Por Jornal do Interior03 de abril de 2026
Friedman detona Trump e vê “guerra sem rumo” no Oriente Médio
O colunista do The New York Times, Thomas Friedman, elevou o tom ao criticar duramente a condução da política externa dos Estados Unidos diante da escalada de tensões com o Irã, em artigo recente. Sem rodeios, Friedman afirma que o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teriam iniciado um conflito com base em uma premissa “ingênua e irresponsável”: a expectativa de que seria possível provocar uma rápida mudança de regime em Teerã. Para o colunista, o cálculo falhou ao ignorar a capacidade de reação do Irã — tanto política quanto militar. O jornalista vai além e descreve o cenário atual como uma crise fabricada pela falta de estratégia. Segundo ele, os efeitos já são sentidos na economia global, com riscos diretos ao fluxo de energia caso haja interferência no Estreito de Hormuz, ponto vital para o transporte de petróleo e gás no mundo. Friedman também direciona críticas pessoais ao presidente americano, retratando-o como um líder errático, que alterna discursos de vitória com demonstrações de incerteza. Na avaliação do colunista, Trump conduz uma política externa sem coordenação com aliados e sem um plano claro para lidar com as consequências do conflito. Em um dos trechos mais contundentes, o jornalista compara a atuação do presidente a de “um crianção brincando com fósforos em uma sala cheia de gás”, sugerindo que decisões impulsivas podem levar a consequências de grande escala. O artigo ainda levanta preocupações sobre o ambiente ideológico dentro do governo. Ao mencionar declarações atribuídas ao então secretário de Defesa, Pete Hegseth, Friedman aponta para o risco de que o conflito assuma contornos religiosos, o que, segundo ele, ampliaria ainda mais o potencial de instabilidade no Oriente Médio. Apesar de reconhecer o papel do Irã como agente desestabilizador na região, o colunista sustenta que intervenções militares sem planejamento aprofundado tendem a agravar crises em vez de resolvê-las. Com linguagem incisiva e críticas diretas, o texto reforça a visão de Friedman de que decisões geopolíticas tomadas sem estratégia clara podem desencadear efeitos imprevisíveis — e potencialmente devastadores — no cenário internacional.
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