Com dados, vereador Rogério Nezinho aponta fechamento de cinco maternidades nas gestões do prefeito Luciano Barbosa

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por Assessoria

Durante discurso na tribuna da Câmara Municipal de Arapiraca, o vereador Rogério Nezinho criticou duramente a gestão do prefeito Luciano Barbosa ao abordar a situação da assistência às gestantes no município.

A fala do parlamentar foi motivada por uma declaração recente do prefeito sobre a necessidade de que crianças nasçam em Arapiraca. Ao iniciar seu discurso, Rogério Nezinho pediu atenção dos presentes e reproduziu trechos da fala do gestor.

Não tem sentido uma pessoa sair de Arapiraca para a mãe ter o seu menino. Tem que nascer em Arapiraca”, afirmou o prefeito em declaração citada pelo vereador.

Na sequência, o parlamentar também reproduziu outro trecho da fala de Luciano Barbosa:“Então, a gente precisa reestabelecer, porque é um serviço público! É o primeiro serviço público! O sujeito ter o direito de nascer.”

A partir dessas declarações, Rogério Nezinho afirmou haver contradição no discurso do prefeito, argumentando que, segundo ele, diversas maternidades e hospitais deixaram de funcionar ao longo dos mandatos de Luciano Barbosa à frente da prefeitura.

De acordo com o vereador, cinco unidades hospitalares e maternidades foram fechadas nesse período. Entre elas, o Hospital Pedro Albuquerque, em 2008, durante o primeiro mandato do atual prefeito; a Maternidade Santa Maria, em 2011, no segundo mandato; e o Hospital e Maternidade Afra Barbosa, em 2021, já na gestão atual.

Durante o pronunciamento, o parlamentar também lembrou que, em 17 de agosto de 2021, o vereador Dr. Fábio apresentou requerimento na Câmara solicitando apoio da Prefeitura para tentar viabilizar a continuidade da Maternidade Afra Barbosa. O pedido incluía a liberação de alvará da Vigilância Sanitária e a possibilidade de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas, segundo Rogério Nezinho, não houve avanço e a unidade acabou encerrando as atividades.

Outro caso citado foi o da Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora de Fátima, que fechou em 2022. Segundo o vereador, a diretora da unidade, Iedinha Fernandes, encaminhou ofício informando que a maternidade encerraria as atividades em setembro daquele ano, alegando falta de apoio da Prefeitura e dificuldades relacionadas ao subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

O parlamentar também mencionou o fechamento da maternidade do CHAMA, em 2025, apontando que, ao longo das gestões municipais, o município perdeu importantes unidades que realizavam partos.

Para Rogério Nezinho, a situação é preocupante para uma cidade do porte de Arapiraca. Ele destacou que o município possui mais de 230 mil habitantes e um orçamento superior a R$ 1,4 bilhão, mas atualmente não conta com maternidade em funcionamento.

Durante o discurso, o vereador também comparou a realidade de Arapiraca com a de cidades menores da região que mantêm atendimento obstétrico, citando municípios como Craíbas, Girau do Ponciano, Traipu, Santana do Ipanema, Batalha, São José da Tapera, Delmiro Gouveia, Palmeira dos Índios, Maravilha e Olivença.

Ao final da fala, Rogério Nezinho afirmou que continuará cumprindo seu papel de fiscalizar e cobrar providências do poder público municipal em relação à saúde da população, especialmente no atendimento às gestantes.

Ele também faz um apelo para que o debate sobre o tema seja conduzido com responsabilidade. “Arapiraca merece mais do que narrativas. Arapiraca merece respeito, compromisso e soluções reais para a saúde da população”, concluiu o vereador.

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