Renan Filho afirma que investimentos em infraestrutura atingem níveis históricos e projeta impacto político das entregas do governo

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por Redação do Interior

O ministro dos Transportes, Renan Filho, avaliou que o atual ciclo de investimentos em infraestrutura promovido pelo governo federal representa um dos momentos mais robustos da história recente do país. Em entrevista ao SBT News, no programa Sala de Imprensa, ele destacou que os números relacionados a obras, concessões e contratos demonstram uma ampliação significativa da atuação do Estado na área.

Segundo o ministro, os resultados obtidos na atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva superam de forma expressiva os registrados em administrações anteriores. Para sustentar a comparação, Renan apresentou dados que envolvem tanto recursos públicos aplicados quanto o volume de investimentos privados atraídos para o setor.

Ao comentar o tema, o ministro comparou o desempenho atual com o período em que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ocupou o comando do Ministério da Infraestrutura. Segundo ele, os indicadores revelam diferença significativa na execução de projetos e na capacidade de mobilização de recursos.

“O debate precisa ser feito com base em números. Não se trata de opinião, mas de evidências”, afirmou o ministro. “A gente fez muito mais. A gente fez mais investimento público, o Tarcísio investiu apenas R$ 7 bilhões por ano, a gente investiu R$ 15 bilhões, o dobro. E do ponto de vista da atração do investimento privado, a desproporção é ainda maior. Enquanto em rodovias, ele fez 6 leilões, nós fizemos 22. Estamos em máxima histórica em investimento em infraestrutura”.

De acordo com Renan Filho, os contratos firmados para obras rodoviárias já alcançam cerca de R$ 250 bilhões e podem chegar a aproximadamente R$ 400 bilhões até o final do ano, consolidando um volume recorde de investimentos no setor.

O ministro tem atuado como uma das principais vozes do governo na estratégia de comparar indicadores de gestão entre diferentes períodos administrativos. Para ele, a análise do desempenho governamental deve considerar dados objetivos e entregas concretas à população.

Durante a entrevista, Renan também criticou adversários políticos que, segundo ele, evitariam esse tipo de comparação direta.

“O Paulo Guedes desmoralizou a sua trajetória anterior ao reduzir a arrecadação, entregou um país pior do que recebeu. E isso tudo mudou bastante. Agora, a gente precisa fazer esse combate, porque na extrema-direita brasileira, eles são assim, um oceano de conhecimento, com um centímetro de profundidade. Então vamos olhar os governadores. O Romeu Zema, o Jorginho. Não tem entrega. Eles ficam fugindo da entrega em temas laterais para criar cortinas de fumaça”, disse Renan.

Outro ponto destacado pelo ministro foi o aumento da confiança internacional na economia brasileira. Segundo ele, o país atravessa um momento favorável para atrair investimentos estrangeiros.

Renan citou posicionamento da B3, a bolsa de valores brasileira, que teria apontado recorde na entrada de recursos internacionais no mercado nacional. Ele também mencionou o interesse de fundos soberanos de países como Singapura e Arábia Saudita em projetos no Brasil.

Além disso, o ministro ressaltou o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro, com destaque para produtos como soja e óleo.

Presidente Lula e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, na véspera da assinatura do acordo do Mercosul com a União Europeia

Renan Filho também afirmou que o Brasil recuperou espaço nas discussões internacionais e voltou a exercer papel relevante em debates globais.

“o Brasil deixou de ser um pária internacional e voltou a verbalizar a opinião de outros. Então, diferentemente do passado, na hora de enfrentar o tarifaço, talvez uma das principais vozes do mundo foi a do presidente Lula. Ele talvez tenha verbalizado o que gostaria de dizer a União Europeia. Por que isso? Porque Lula tem protagonismo internacional, tem densidade na palavra e fez o mesmo aqui dentro,” afirmou.

Segundo o ministro, esse reposicionamento diplomático demonstra a recuperação da credibilidade do país no cenário internacional.

Renan Filho também avaliou o cenário eleitoral nacional e demonstrou confiança na força política do atual governo. Para ele, os resultados econômicos e sociais podem consolidar apoio ao projeto liderado por Lula nas próximas eleições.

Segundo o ministro, a continuidade da atual gestão poderia permitir uma transição política mais equilibrada no país até 2030.

Durante a entrevista, ele alertou para os riscos de um eventual retorno do bolsonarismo ao poder. O ministro chamou atenção para o perigo que é a eleição de “um preposto desencabulado e isso, a meu ver, significaria para o país muito mais riscos do que nós estamos vivendo agora.” Perguntado o que seria um preposto desencabulado, explicou que qualquer um que se apresente como candidato da extrema direita é um preposto de Bolsonaro e é desencabulado porque agiria como Trump no segundo mandato, desavergonhado de decisões que não teve coragem de fazer no primeiro mandato.

Senador Flávio Bolsonaro aparece nas pesquisas empatado técnicamente com Lula na disputa pela presidência da República.

Ao comentar pesquisas eleitorais, Renan afirmou que a avaliação da população tende a evoluir à medida que os resultados econômicos se consolidem.

Ele destacou indicadores como crescimento do emprego formal, redução do desemprego e aumento da renda.

“As pessoas observam resultados concretos e percebem quem tem experiência e capacidade de governar. O emprego, está em máxima histórica de carteira assinada, mínima de desemprego, tem renda crescente. A economia está crescendo há três anos e este ano vai crescer de novo, agora com queda da taxa de juros, que é um fato novo que vai ser uma notícia alvissareira quando os juros começarem a cair no Brasil. Isso vai abrir uma perspectiva de mais crescimento futuro, o que é muito importante”, concluiu.

Saída do ministério para disputar eleições

Renan Filho confirmou que deixará o Ministério dos Transportes em abril para cumprir a exigência legal de desincompatibilização eleitoral. A legislação determina que ocupantes de cargos no Poder Executivo se afastem das funções caso pretendam disputar eleições.

Senador por Alagoas e ex-governador do estado por dois mandatos entre 2015 e 2022, ele pretende disputar novamente o comando do governo estadual. A mudança deve ocorrer junto com uma reformulação mais ampla na Esplanada dos Ministérios, que pode envolver cerca de vinte integrantes do primeiro escalão.

Mesmo deixando o cargo, o ministro afirmou que continuará participando do debate político nacional.

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