por Redação do Interior
A corrida pelo comando da Palácio do Eliseu começa a se desenhar com mais nitidez. A pouco mais de um ano das eleições presidenciais francesas de 2027, o cenário inicial aponta vantagem para o campo da direita nacionalista.
Sem a possibilidade de disputar um novo mandato, já que a Constituição francesa limita a dois mandatos consecutivos, o presidente Emmanuel Macron deixa aberta a disputa por sua sucessão. Nos bastidores, partidos aceleram articulações e ensaiam movimentos de pré-campanha.
A primeira sondagem de alcance nacional voltada ao pleito indica protagonismo de Jordan Bardella. De acordo com levantamento realizado pelo instituto Ifop-Fiducial nos dias 26 e 27 de fevereiro, a pedido da Sud Radio e do jornal Le Figaro, o atual presidente do Reunião Nacional aparece à frente no primeiro turno em todos os cenários testados.
A pesquisa simulou dez configurações diferentes de candidaturas e atribuiu a Bardella índices que variam entre 36% e 38% das intenções de voto na rodada inicial. O desempenho o coloca, neste momento, como principal nome na largada da disputa.
O levantamento surge em um contexto político movimentado. Antes mesmo da consolidação das candidaturas presidenciais, a França realiza eleições municipais nos dias 15 e 22 de março — etapa considerada estratégica para medir a força territorial das siglas e testar alianças locais.
A expectativa de analistas é que, encerrado o calendário municipal, o debate nacional ganhe intensidade. A partir daí, partidos devem formalizar posicionamentos, ajustar estratégias e redefinir as correlações de forças que, por ora, favorecem Bardella.
Embora ainda distante da votação decisiva, o cenário inicial sugere que a eleição de 2027 pode consolidar uma guinada mais à direita no eleitorado francês.
