Janja Lula é nomeada Campeã da Boa-Vontade pela FAO

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por Redação do Interior

A socióloga Rosângela “Janja” Lula da Silva, primeira-dama do Brasil, recebeu nesta semana um reconhecimento internacional: a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) a nomeou Campeã Especial da Boa-Vontade Contra a Fome. A designação foi concedida pelo diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, durante a 39ª Conferência Regional da FAO para América Latina e Caribe (LARC39), realizada em Brasília.

O título destaca a atuação de Janja na promoção de políticas de segurança alimentar, combate à fome, fortalecimento de sistemas alimentares sustentáveis e apoio ao empoderamento feminino. Como Campeã Especial da Boa-Vontade, a primeira-dama passa a ter a missão de utilizar sua visibilidade pública para conscientizar governos, organizações e cidadãos sobre a importância da erradicação da fome e da adoção de políticas públicas integradas.

Durante a solenidade, Janja reforçou que a luta contra a fome é um compromisso moral e universal. Em seu discurso, ela declarou:

Agradeço ao FAO e aos estados membros por essa designação e é com emoção que eu aceito. Da primeira vez que estive na FAO, eu ainda trabalhava na área de sustentabilidade da Itaipu Binacional, coordenando o Programa de Segurança Alimentar, realizado em parceria com o Instituto Harpia Harpyia, conduzido pelo nosso querido e saudoso Dom Aldo Morelli. Também durante minha experiência na Itaipu, algo que me orgulha muito na minha trajetória profissional foi ter trabalhado pela aprovação da PEC 47 do Brasil, que tornou o direito à alimentação um direito constitucional em nosso país, para todas as brasileiras e brasileiros. Por isso hoje, como primeira-dama e também como militante da luta contra a fome, muito me honra poder usar minha voz para fortalecer os diversos esforços para a erradicação da fome no Brasil, na América Latina e no mundo. Aproveitarei todo e qualquer espaço para inspirar pessoas, comunidades e inspirar governos também a seguir investindo em mulheres rurais, agricultoras, indígenas, de povos e comunidades tradicionais. Combater a fome não é apenas uma opção política, é um compromisso moral com a vida e com a transformação da sociedade. A fome jamais deveria ser usada como arma de guerra. Os direitos à alimentação é universal e nós, como humanidade, devemos trabalhar para garanti-lo. Assumir esse título é uma honra que reitera meu compromisso com todas as pessoas na construção de um mundo onde todos possam ter direito à alimentação de qualidade todos os dias. Mas eu não posso deixar de dizer que terei um olhar mais atento para mulheres e meninas, pois são elas as que mais sofrem o flagelo da fome e da insegurança alimentar. Meu trabalho será baseado por essa convicção. Enquanto houver alguém com fome, nossa missão ainda não terminou. Muito obrigada.”

O evento também serviu para reforçar o papel do Brasil como referência global na erradicação da fome, com programas reconhecidos internacionalmente, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que garante refeições diárias a cerca de 40 milhões de crianças e jovens em todo o país.

A conferência da FAO em Brasília reúne líderes e representantes de governos da América Latina e do Caribe para debater estratégias de combate à fome, segurança alimentar e agricultura sustentável para o período 2026‑2027. O país tem sido destacado como exemplo de políticas públicas intersetoriais que promovem o direito à alimentação como prioridade.

Antes da nomeação, Janja já atuava em iniciativas internacionais ligadas à alimentação e à redução da desigualdade, incluindo participação em fóruns da FAO e na coordenação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, consolidando sua trajetória na luta pelo acesso universal à alimentação de qualidade.

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