Marcelo Vitor: “A eleição será decidida pela comparação de resultados”

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por Redação do Interior

O presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado Marcelo Vitor, publicou artigo no jornal Gazeta de Alagoas defendendo que o debate eleitoral deve migrar da retórica de costumes para a comparação objetiva de resultados — uma leitura que dialoga com o sentimento de um eleitorado cada vez mais atento a indicadores concretos.

Ao destacar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o artigo aponta a retomada de políticas sociais e a melhora em índices econômicos como base para um ambiente de estabilidade. Essa conexão federativa, segundo o texto, tem reflexo direto em Alagoas.

Os números ajudam a sustentar esse argumento político. Em 2025, a renda média habitual do trabalhador brasileiro alcançou R$ 3.613, o maior valor da série histórica. O crescimento foi de 5,7% em relação a 2024 e de 16,8% na comparação com o início de 2023, quando começou o terceiro mandato de Lula. Considerando que, entre 2023 e 2025, a inflação média anual ficou em 4,5%, o avanço não foi mera recomposição nominal. Descontada a inflação acumulada, observa-se um crescimento real de 3,9% na renda do trabalhador — ou seja, aumento efetivo do poder de compra.

Esse dado é politicamente relevante porque renda real é um dos indicadores mais sensíveis ao eleitor. Ele impacta consumo, padrão de vida e a percepção concreta de melhora econômica. O contraste com a gestão de Jair Bolsonaro reforça a lógica comparativa: entre 2019 e 2022, o país registrou queda de 6,2% na renda real do trabalhador ao longo dos quatro anos, com perda de poder de compra em meio à inflação elevada e aos efeitos da pandemia.

A narrativa de resultados também se apoia na retomada de políticas estruturantes. O governo reestruturou o Bolsa Família, ampliando valores e condicionalidades, recolocando o combate à pobreza no centro da agenda e tirou o Brasil do Mapa da Fome. Relançou o Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), reposicionando a infraestrutura como motor de geração de emprego e modernização do país. Recriou o Minha Casa, Minha Vida, fortalecendo o setor da construção civil e ampliando o acesso à moradia popular.

Houve ainda recomposição de investimentos em ciência e tecnologia, com reforço orçamentário para instituições como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sinalizando prioridade à inovação e à formação acadêmica. Paralelamente, a política externa buscou diversificar mercados e ampliar exportações, contribuindo para o equilíbrio das contas externas.

Com desemprego em baixa, renda real em alta e investimentos públicos retomados, consolida-se o argumento de que a disputa eleitoral tende a se concentrar na comparação de entregas.

Ministro Renan Filho e o Deputado Marcelo Vitor em Brasília

No eixo da infraestrutura, a menção a Renan Filho reforça a ideia de continuidade administrativa. Segundo Marcelo Vitor, a base macroeconômica mais estável e a retomada do investimento público criaram as condições para que o Ministério dos Transportes, sob a liderança de Renan Filho, pudesse acelerar projetos estruturantes e tirar do papel obras que estavam paralisadas há anos.

O argumento se ancora nos principais investimentos nas estradas alagoanas como a duplicação da BR-101/AL, com meta de conclusão integral até 2026; a duplicação da BR-104/AL, com aportes superiores a R$ 480 milhões; mais recursos para o Arco Metropolitano de Maceió; a construção da ponte Penedo–Neópolis, sobre o Rio São Francisco; e a requalificação da BR-349/AL. São obras estruturantes que ampliam segurança viária, reduzem custos logísticos e fortalecem a integração regional.

Esse ciclo de infraestrutura cria base para o avanço social no Estado porque tem impacto direto na competitividade e na atração de investimentos. Quando o Estado deixa de ser visto como periferia logística e passa a figurar como corredor estruturado de mobilidade, há um efeito multiplicador na economia local. Por isso, é coerente afirmar que essa conexão federativa foi vital: infraestrutura consistente é condição básica para desenvolvimento sustentável e geração de oportunidades.

O governador Paulo Dantas é apontado como responsável por consolidar políticas sociais, manter a responsabilidade fiscal — com folha em dia e concursos públicos — e ampliar entregas na saúde e na segurança. A redução de índices de homicídio, a consolidação da regionalização da saúde e a implantação de unidades como os hospitais de Palmeira dos Índios e do Coração Alagoano, além do Hospital Metropolitano do Agreste, em Arapiraca, são apresentados como resultados mensuráveis.

Nesse encadeamento, a comparação de resultados deixa de ser discurso e passa a ser argumento fundamentado em dados: renda real crescente, desemprego em queda, obras estruturantes em andamento e ampliação de serviços públicos. A tese defendida por Marcelo Vitor sustenta que, se essa lógica prevalecer, o debate eleitoral tende a se concentrar menos na retórica e mais na capacidade comprovada de gestão.

No centro, o governador Paulo Dantas acompanhado do deputado Marcelo Vitor e demais autoridades na cerimônia de entrega de novos equipamentos para a segurança pública do Estado.

A narrativa construída associa União e Estado num mesmo eixo de continuidade administrativa. Enquanto o governo Lula fortalece a base macroeconômica e as políticas sociais, a atuação de Renan Filho amplia a infraestrutura, e a gestão de Paulo Dantas direciona os efeitos desse ciclo para áreas sensíveis como saúde, segurança e combate à pobreza. Para o autor, é essa convergência de resultados que deverá orientar o julgamento do eleitor nas próximas disputas.

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