Senador Renan Calheiros confirma depoimento presencial de Daniel Vorcaro para 3 de março em Brasília

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por Redação do Interior

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, por maioria, a realização do depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de forma presencial, em Brasília, na próxima terça-feira (3).

A decisão foi tomada após votação entre os senadores, que analisaram as alternativas apresentadas pela defesa do banqueiro. Inicialmente, Vorcaro havia sugerido três possibilidades: prestar esclarecimentos em São Paulo, com deslocamento da comissão; participar por videoconferência, de forma imediata; ou comparecer pessoalmente à CAE na semana seguinte — opção que acabou prevalecendo.

O comparecimento presencial já era considerado provável nos bastidores. Segundo o presidente da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), o empresário sinalizou disposição em falar ao grupo de trabalho responsável por acompanhar o caso Master.

A oitiva estava prevista originalmente para esta terça-feira (24), mas acabou sendo adiada após a defesa apresentar as alternativas de data e formato.

Ainda nesta terça, Renan tem reunião agendada com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso envolvendo o Banco Master. No encontro, o senador deve solicitar acesso a informações e tratar de questões logísticas relacionadas ao comparecimento de Vorcaro à sessão.

A defesa do empresário informou que pretende providenciar o deslocamento para Brasília em voo comercial. O STF vetou qualquer impedimento à viagem e também autorizou, alternativamente, que o deslocamento possa ocorrer em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).

Em decisão recente, Mendonça estabeleceu que a presença de Vorcaro tanto na CAE quanto na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS é facultativa.

Ao contrário do que ocorreu na CPMI do INSS — à qual Vorcaro declarou que não compareceria —, o empresário demonstrou interesse em falar à CAE.

Questionado sobre essa mudança de postura, Renan avaliou que o ambiente da comissão é mais adequado para o debate.

“Eu acho que ele raciocina que é um foro mais recomendável para que ele venha fazer a discussão”, afirmou o senador.

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