por Redação do Interior
A morte de Isaltino Miguel da Silva, pai do ex-goleiro Dida, comoveu o futebol brasileiro neste fim de semana. Ele tinha 79 anos e faleceu na noite do último domingo (22), em Belo Horizonte (MG), após sofrer um infarto fulminante.
Natural de Irará, na Bahia, onde nasceu em 8 de maio de 1946, Isaltino vivia atualmente na capital mineira. A notícia foi confirmada por familiares e repercutiu entre clubes e torcedores ligados à trajetória do ex-camisa 1.
O Esporte Clube Vitória, clube onde Dida iniciou a carreira profissional no início da década de 1990, divulgou nota oficial lamentando a perda.
“O Esporte Clube Vitória manifesta seu profundo pesar e solidariedade ao ex-goleiro Dida e a todos os seus familiares pelo falecimento de seu pai, Isaltino Miguel da Silva. Neste momento de dor e luto, o Leão se une aos amigos e parentes para prestar as mais sinceras condolências, desejando força e serenidade para enfrentar esta perda irreparável”, afirmou o clube.
Foi no Vitória que Dida ganhou projeção nacional, conquistou títulos estaduais e passou a ser convocado para as seleções de base, dando início a uma carreira que o levaria ao futebol internacional.
O interesse de Dida pelo futebol começou ainda na infância, influenciado pela rotina profissional do pai. Isaltino trabalhava em uma empresa de café, ambiente que aproximou o filho do esporte e ajudou a moldar os primeiros passos do futuro goleiro.
Nascido em 7 de outubro de 1973, em Irará (BA), Nelson de Jesus Silva — o Dida — construiu uma das trajetórias mais sólidas da posição no futebol brasileiro. Depois de se destacar no Vitória, passou por clubes como Cruzeiro, Corinthians e Internacional antes de ganhar notoriedade no cenário europeu.
No exterior, Dida viveu seu auge com o AC Milan, tornando-se referência na posição e acumulando conquistas de peso, incluindo a Liga dos Campeões da UEFA e o Mundial de Clubes.
Pela Seleção Brasileira de Futebol, disputou três Copas do Mundo e foi campeão na edição de 2002, realizada na Coreia do Sul e no Japão. Ao longo de 11 anos com a Amarelinha, somou 92 partidas, com 57 vitórias, 23 empates e 12 derrotas.
Entre os principais títulos pela Seleção estão a Copa América de 1999 e as Copas das Confederações de 1997 e 2005. Dida também integrou a equipe campeã mundial Sub-20 em 1993, na Austrália, e conquistou medalha olímpica em Atlanta, em 1996.
Reconhecido pelos reflexos rápidos, elasticidade e segurança em decisões por pênaltis, o goleiro encerrou a carreira após passagens por clubes como Portuguesa, Grêmio e Internacional.
