por Eli Mário Magalhães
Alagoas ampliou sua inserção no cenário internacional ao integrar, nesta semana, a agenda estratégica do governo federal na Ásia. O Estado participa da missão presidencial como parte de um movimento de fortalecimento das relações comerciais e diplomáticas do Brasil com mercados considerados prioritários para a expansão de investimentos e parcerias econômicas.
Direto de Doha, no Catar, o secretário da Secretaria de Estado de Relações Federativas Internacionais (SERFI), Júlio Cézar, confirmou que Alagoas integrará a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na missão oficial à Índia e outros países asiáticos.
“Estamos em conexão para a Índia, onde vamos integrar a comitiva do presidente Lula, por orientação e determinação do governador Paulo Dantas”, afirmou o secretário, destacando o papel do governador Paulo Dantas na articulação da presença do Nordeste na agenda presidencial.
A comitiva também conta com Carlos Eduardo Gabas, secretário-geral do Consórcio Nordeste, indicativo da estratégia regional de inserção internacional coordenada entre os estados nordestinos.
Segundo Júlio Cézar, a Ásia é hoje um parceiro estratégico do Brasil.
“O foco é a expansão do comércio bilateral e boas parcerias que possam resultar em investimentos não só para o Brasil, mas especialmente para a nossa região, que tem muitos atrativos e potencialidades”, afirmou.
A agenda asiática sucede compromissos recentes em Portugal, onde o governo alagoano manteve diálogo com universidades públicas no âmbito do projeto Câmpus do Saber. Agora, o foco se desloca para o continente asiático, considerado prioritário na política de diversificação de mercados.
Inteligência artificial e transição energética
Um dos pontos centrais da missão será a participação do Brasil na segunda cúpula global de inteligência artificial — a primeira vez que o país integra o debate em alto nível.
“É uma discussão fundamental para a sociedade e principalmente para a segurança”, destacou o secretário.
Na Índia, a comitiva será recebida pelo primeiro-ministro Narendra Modi e pela presidente Droupadi Murmu, sinal da importância da parceria para os dois países.
Atualmente, a balança comercial Brasil–Índia gira em torno de US$ 15 bilhões, com potencial de expansão. Conforme informações do Secretário, o presidente Lula deverá assinar acordos bilaterais nas áreas de terras raras e minerais críticos, insumos considerados essenciais para a transição energética global.
“O Nordeste, com a vocação que tem para produzir energia limpa, é sim uma região prioritária para o Brasil e também para o mundo”, ressaltou Júlio César.
Diversificação de mercados
Além da Índia, a agenda inclui interlocução com países como a Coreia do Sul, com foco em setores estratégicos como tecnologia, inovação, indústria aeronáutica e motocicletas.
A estratégia do governo brasileiro é reduzir a dependência de mercados tradicionais e ampliar a presença no eixo asiático, um dos mais dinâmicos da economia global.
“Não queremos perder uma só oportunidade projetando Alagoas e o Nordeste para o mundo”, concluiu o secretário.
