por Redação do Interior
A prisão do homem que confessou o assassinato de Cícera Laura da Silva, de 47 anos, em Arapiraca, trouxe à tona um histórico criminal, além de indícios que reforçam a linha de investigação sobre conduta violenta e possível motivação sexual. O suspeito foi capturado na terça-feira (7) e é descrito pela Polícia Civil como um “tarado compulsivo”, com atuação recorrente contra mulheres.
Segundo a polícia, o investigado possui antecedentes criminais em seu estado de origem, incluindo registros por porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica. As informações constam em levantamentos feitos após a prisão e ajudam a traçar o perfil do suspeito, que vivia em Arapiraca e circulava com frequência pela região do Bosque das Arapiracas, local onde o corpo da vítima foi encontrado.
Durante as buscas realizadas na residência do homem, os agentes apreenderam vestimentas compatíveis com as usadas no dia do crime, entre elas tênis, bermuda e camisa, identificadas a partir de imagens de câmeras de segurança. O material é considerado relevante para a consolidação das provas técnicas no inquérito.
Também foram encontrados três ou quatro simulacros de arma de fogo, que, de acordo com os investigadores, podem ter sido utilizados para intimidar vítimas em abordagens anteriores. Além disso, a polícia apreendeu dois pen drives, que serão submetidos à perícia, com o objetivo de verificar a existência de conteúdo pornográfico ou arquivos que indiquem a prática de outros crimes, especialmente de natureza sexual.

A investigação aponta que o suspeito apresentava um padrão de comportamento predatório, voltado a mulheres que frequentavam o Bosque para caminhadas e atividades físicas. Após a prisão, outras mulheres procuraram a delegacia para relatar episódios de importunação sexual, o que reforça a suspeita de que o crime contra Cícera Laura não tenha sido um caso isolado.Uma cicatriz na região da barriga do suspeito ajudou nessa identificação.
Do ponto de vista jurídico, o homem deverá responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A Polícia Civil aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) para confirmar se houve violência sexual, o que pode resultar na inclusão do crime de estupro.
Dependendo do avanço das investigações e de novas denúncias, ele também pode ser responsabilizado por importunação sexual e ameaça.O suspeito permanece preso e à disposição da Justiça, enquanto o inquérito segue em andamento. A polícia não descarta a possibilidade de surgirem novas vítimas, à medida que o caso ganha repercussão e as análises periciais dos materiais apreendidos são concluídas.
