Pesquisa CNT mostra avanço da popularidade de Lula e ampliação da vantagem eleitoral sobre Bolsonaro

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Da Redação

A nova rodada da Pesquisa CNT de Opinião, divulgada em novembro de 2025, indica um cenário de recuperação consistente da popularidade do presidente Lula. O governo registra alta na avaliação positiva, que chega a 34%, enquanto a negativa recua para 36%. O desempenho pessoal do presidente também sobe: sua aprovação alcança 48%, quatro pontos acima do levantamento anterior.

Avaliação do Governo
Avaliação pessoal do presidente Lula

A pesquisa também comparou governos anteriores, incluindo o primeiro e o segundo mandato de Lula nos primeiros 2 anos e 11 meses. Os números indicam melhor avaliação para os governos do Partido dos Trabalhadores

Comparação das avaliações de governos anteriores

No campo eleitoral, o estudo mostra ampliação da vantagem de Lula sobre Jair Bolsonaro em um eventual primeiro turno. O presidente aparece com 39% das intenções de voto, contra 27% do ex-mandatário. A diferença de 12 pontos representa um aumento de seis pontos percentuais desde setembro.

Cenário de 1° Turno com Jair Bolsonaro
Cenário 1° turno com Tarcísio de Freitas

Em todos os cenários testados, tanto de primeiro quanto de segundo turno, Lula mantém posição confortável frente aos demais concorrentes. Ainda assim, um terço do eleitorado demonstra preferência por nomes que não estejam ligados nem a Lula nem a Bolsonaro, evidenciando um espaço relevante para alternativas fora da polarização tradicional.

Cenário de 2° turno com Jair Bolsonaro
Cenário de 2 turno com Tarcísio de Freitas

As expectativas econômicas também apresentam melhora. Houve avanço nas projeções positivas em quase todas as áreas avaliadas, com destaque para o emprego, onde o otimismo subiu de 32% para 39%. Esse movimento reforça a percepção de um ambiente menos pessimista e contribui para a melhora na avaliação geral do governo.

O levantamento também mediu a opinião dos brasileiros sobre segurança pública e o enfrentamento ao crime organizado. Um contingente de 76% declara apoio ao Projeto de Lei Antifacção, revelando demanda crescente por medidas mais duras. Ao mesmo tempo, 34% acreditam que o Estado já não consegue retomar o controle de regiões dominadas pelo crime, o que expõe um sentimento significativo de desalento.

No quesito confiança institucional, os Bombeiros lideram com ampla margem, seguidos pelas Forças Armadas e pela Igreja Católica. Já partidos políticos, Congresso Nacional e imprensa aparecem entre as instituições que inspiram maior desconfiança, refletindo um desgaste persistente do sistema político e dos meios de comunicação.

A 166ª edição da pesquisa revela, assim, um cenário de leve recomposição de confiança no governo federal, combinado a uma sociedade que ainda expressa forte preocupação com segurança pública e mantém níveis elevados de desconfiança nas instituições políticas.

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