Da Redação
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão preventiva do deputado federal Alexandre Ramagem no âmbito das investigações sobre o chamado núcleo 1 da trama golpista. A medida ocorre após a Polícia Federal identificar indícios de que o parlamentar deixou o Brasil de forma clandestina, violando determinações judiciais impostas durante o curso do processo.
Durante a fase de investigação, Moraes havia determinado que Ramagem entregasse todos os seus passaportes — nacionais e estrangeiros — e permanecesse proibido de sair do país. Apesar das restrições, a PF apurou que ele teria saído do Rio de Janeiro rumo a um estado do Norte, seguido em deslocamento terrestre até um país vizinho e, a partir dali, embarcado para os Estados Unidos.
A suspeita é de que o deputado tenha buscado evitar a execução de uma eventual condenação pelo Supremo. Por isso, a prisão preventiva foi solicitada exclusivamente contra Ramagem entre os investigados do mesmo núcleo, uma vez que apenas ele apresentou sinais de tentativa de fuga, segundo os investigadores.
A Polícia Federal também informou que vai pedir a inclusão do nome do parlamentar na Difusão Vermelha da Interpol. Com isso, Ramagem pode ser classificado como foragido internacional e ter sua captura solicitada em 196 países.
A decisão amplia a pressão sobre o ex-diretor da Abin, que já havia sido condenado pelo STF e aguarda julgamento de recursos. A eventual formalização da Difusão Vermelha indica que, para as autoridades brasileiras, a conduta recente do deputado representa risco concreto de evasão e ameaça à efetividade das decisões judiciais no processo que apura os ataques ao Estado Democrático de Direito.
