Menino brasileiro tem dois dedos amputados em escola de Portugal; mãe suspeita de xenofobia e cobra respostas

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Da Redação

O caso do menino brasileiro de 9 anos que teve dois dedos amputados em uma escola pública de Cinfães, no norte de Portugal, gerou forte comoção e abriu questionamentos sobre a segurança e o acompanhamento oferecidos aos estudantes. A mãe do garoto afirma suspeitar que o filho vinha sendo alvo de xenofobia, diante de um histórico de agressões anteriores que, segundo ela, já havia alertado a família para possíveis situações de risco.

O incidente ocorreu na Escola Básica de Fonte Coberta, onde o menino teve a mão prensada na porta do banheiro por dois colegas. O impacto resultou na amputação das falanges distais de dois dedos da mão esquerda. Ele foi levado ao Hospital de São João, no Porto, passou por cirurgia reconstrutiva, mas não foi possível implantar as partes amputadas. A criança segue em acompanhamento médico.

A família relata que episódios de violência contra o menino vinham ocorrendo há algum tempo, incluindo puxões de cabelo e agressões físicas. A suspeita de xenofobia surgiu a partir desses relatos, que a mãe entende como parte de um comportamento hostil específico contra o filho.

A mãe afirma que já havia alertado a escola sobre agressões anteriores sofridas pelo filho. Mesmo após o episódio em que a criança teve dois dedos decepados, diz que a instituição tratou o caso apenas como umi acidente. Diante da falta de respostas consideradas adequadas, ela decidiu recorrer às redes sociais e acionar a imprensa para denunciar a situação.

Após a repercussão, o Agrupamento de Escolas de Souselo abriu um inquérito interno para apurar as circunstâncias do caso, avaliar a conduta dos alunos envolvidos e identificar possíveis falhas de supervisão. A polícia foi comunicada, e uma equipe de advogados acompanha a família nas esferas criminal, cível e administrativa.

A direção escolar afirma ter acionado os procedimentos de emergência imediatamente e diz estar colaborando com as investigações. Mesmo assim, o episódio expôs fragilidades no ambiente escolar e levantou dúvidas sobre a eficácia das medidas de prevenção e proteção à infância.

O menino já está em casa, mas enfrenta um processo delicado de recuperação física e emocional. A família aguarda a conclusão das investigações e espera que as autoridades portuguesas esclareçam as responsabilidades e adotem medidas capazes de evitar que situações como essa se repitam.

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