Lula lidera em todos os cenários de 1º e 2º turnos, aponta nova pesquisa Quaest

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Da Redação

Presidente mantém vantagem apesar da queda na margem sobre adversários

A nova pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 6 e 9 de novembro, mostra que Luiz Inácio Lula da Silva lidera em todos os cenários eleitorais testados para 2026, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Mesmo com uma leve redução na diferença em relação aos adversários, o levantamento confirma que o presidente mantém a dianteira e segue como o nome mais competitivo na disputa.

O estudo ouviu 2.004 eleitores em todo o país e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Embora o ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apareça como o adversário mais competitivo contra Lula, ele não poderá disputar a eleição de 2026. Nos cenários sem Bolsonaro, nenhum outro nome do campo bolsonarista consegue reproduzir seu desempenho, o que reforça a vantagem de Lula e a dificuldade da direita em encontrar um sucessor viável.

No segundo turno simulados contra Ciro Gomes (PDT), marca 38% ante 33% do ex-ministro. Frente a Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem 41% a 36%. Ele também aparece à frente de Ratinho Jr. (PSD), por 40% a 35%; de Romeu Zema (Novo), por 43% a 36%; de Ronaldo Caiado (União Brasil), por 42% a 35%; de Michelle Bolsonaro (PL), por 44% a 35%; de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por 43% a 33%; de Eduardo Leite (PSD), por 41% a 28%.

Cenário eleitoral e estabilidade do governo

A liderança de Lula ocorre em meio a um contexto de estabilidade econômica. Os indicadores recentes — inflação controlada, queda no desemprego e crescimento do PIB acima das previsões — fortalecem a percepção de que o país vive um momento de recuperação. Esses dados ajudam a sustentar a resistência do presidente nas pesquisas, sobretudo entre os eleitores de menor renda e nas região Nordeste, onde o lulismo segue dominante.

Direita sem rumo e desgaste de discurso

Enquanto isso, o campo da direita enfrenta desorganização e falta de discurso unificado. A recente discussão do Projeto de Lei Antifacção, proposta para endurecer o combate às organizações criminosas, expôs o despreparo da bancada bolsonarista. O grupo, que costuma reivindicar autoridade sobre temas de segurança pública, não conseguiu apresentar uma proposta sólida e revelou contradições internas.

Esse episódio reforçou a percepção de que a extrema direita carece de competência, estratégia e de liderança política efetiva, o que enfraquece sua capacidade de fazer frente a Lula em 2026.

Polarização permanece, mas com vantagem para Lula

A pesquisa confirma que o Brasil caminha para uma nova eleição polarizada, mas com vantagem para o atual presidente. Em 2022, Lula venceu com Bolsonaro no comando do Planalto e enfrentando forte resistência institucional. Agora, entra no terceiro ano de mandato com o governo mais estruturado e a oposição desarticulada.

Apesar da leve redução nas intenções de voto, Lula segue como o nome dominante no cenário nacional, amparado por uma economia em melhora e pela ausência de adversários competitivos no espectro conservador. A disputa de 2026 deve repetir a divisão ideológica dos últimos pleitos, mas, por enquanto, com o presidente em posição mais confortável.

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