Governos do Rio e Federal anunciam escritório conjunto de combate ao crime

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  • Proposta foi divulgada em entrevista coletiva nesta quarta-feira (29) com Cláudio Castro e Ricardo Lewandowski
  • Departamento será chefiado por secretário de Segurança Pública do RJ e pelo secretário nacional da mesma pasta, Mário Sarrubbo

André Fleury Moraes Lola Ferreira

São Paulo e Rio de Janeiro

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou nesta quarta-feira (29) ao lado do ministro Ricardo Lewandowski ter chegado a um acordo com o Governo Federal para instalar um escritório emergencial de enfrentamento ao crime organizado em território fluminense.

A medida, segundo ele, foi acertada após reunião entre representantes do governo estadual com o Ministério da Justiça.

O escritório será comandado pelo secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, e pelo secretário nacional da pasta homônima no Governo Federal, Mário Luiz Sarrubbo, ex-procurador-geral de Justiça de São Paulo.

O anúncio da criação do escritório vem um dia após troca de acusações entre o governo Castro e o ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski, que, na terça-feira, chegou a dizer ao titular do Palácio das Laranjeiras para que se responsabilizasse ou “jogasse a toalha”.

O governador declarou que a ideia a partir de agora é que ações de combate ao crime organizado no estado aconteçam de forma integrada com o Governo Federal.

Segundo Claudio Castro, a expectativa é de que o escritório emergencial de enfrentamento ao crime “ajude a vencermos possíveis burocracias e integrarmos a inteligência, respeitando as competências de cada órgão”.

Nesse sentido, complementou, “eliminar barreiras para fazer uma segurança pública que atenda ao nosso verdadeiro cliente: o cidadão”.

Ele disse também que o problema da segurança pública se estende a todo o território nacional e que o Rio de Janeiro é epicentro da questão.

Ao lado do governador, o ministro Lewandowski afirmou que o governo Lula (PT) vai aumentar o efetivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio e “auxiliar com o fornecimento de médicos legistas, odontólogos, peritos e também com um banco de dados “no que diz respeito a DNA e exames de balística”.

“Nós vamos conjugar forças federais com estaduais para resolver rapidamente os problemas com os quais nos deparamos na solução desta crise. Um escritório emergencial tem exatamente esse sentido: não criar mais uma estrutura burocrática permanente. É um fórum onde as forças vão conversar entre si, tomar decisões rapidamente, até que a crise seja superada”, explicou Lewandowski.

Uma segunda frente envolve a Polícia Federal (PF), que vai “intensificar as atuações, as atividades de inteligência, sobretudo para descapitalização do crime”, afirmou o ministro.

“Nós queremos fazer um entrosamento das forças federais, estaduais e até municipais no enfrentamento deste flagelo, desta verdadeira patologia que é a criminalidade em todos os sentidos, mas sobretudo a criminalidade organizada”, disse Lewandowski.

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