*Manoel Ferreira Lira morrosanto@gmail.com
Quando os sinos da Concatedral badalarem continuadamente na manhã deste dia 30 de outubro, as bandeiras do Brasil, de Alagoas e do município forem hasteadas, e à tarde, um desfile cívico-militar percorrerem diversas ruas, Arapiraca completará 101 anos de emancipação política e, também, 177 anos de erigida sob esta árvore grandiosa. Ano passado, diversas manifestações ecoaram por todos os cantos do município: umas, com a população manifestando seu amor pela maior cidade do estado; outras, trazendo ao dia a dia a memória de um povo que se fez graças ao migrante, quer tenha sido de Pernambuco, do Ceará, de Sergipe, da Bahia. Até mesmo de Portugal, vide família de Manoel André Correia.
A pujança do migrante, sem dúvida, moldou esta cidade, a lembrar agora:
Na medicina, devem ser trazidos à memória desde o Dr. Valfrido, passando pelo Dr. José Marques da Silva, pelos Drs. Geraldo Cajueiro e Dagmar Cajueiro, Dr. Edler Lins, Dr. Geraldo Silva, Dr. Pedro Nivaldo Lira, Drs. José Fernandes e Judá Fernandes, Dr. Geraldo Lúcio.
Na educação, a memória aflora com Maria Fragoso, Diva Albuquerque, Pedro de França Reis, Isabel Torres, Raimundo Araújo, Erasmo Soares, padre Antônio Lima Neto, padre José Francisco Santana, padre Jeferson de Carvalho, José Moacir Teófilo, magistrado Francisco Tavares, Lisete Oliveira de França e tantos outros.
A lembrança leva até o entretenimento, com José Barbosa e Claudir Aranda (cine Trianon), Anísio Amorim (cine Triunfo), Antônio Pereira Rocha (ASA), Clodoaldo Pedro da Silva (Ipiranga).
E que tal trazer do fundo da memória o Ui, Ui (vendedor de munguzá), todos os dias da semana vendendo saúde (seu nome desapareceu no tempo)!
Ah, João Antônio da Silva, Alonso de Abreu Pereira, os Lira (José (Zeca) Januário, Anísio e Geraldo, Adalberto e Alino Pereira Rocha, Domingos Vital da Silva, Letícia Barbosa, Manoel Luís Gomes, Severino José da Silva (Severino Bananeira), Luís Duarte Tavares (Luis Guarda), Odilon Ferreira, José Otacílio Pereira (Zé Mazaropi), Sebastião Félix, Zezito Guedes, José Carmo do Sá, Teófanes Silveira (Palhaço Biribinha), Antônio Vital da Silva, Ernesto Leandro de Lira e Cristália (Nena) Maurício de Lira, José Nascimento de Lima (Zezinho), professor José Cardoso, professor José Carmino, magistrado Emanuel Fay da Mata Fonseca e muitos outros, todos inseridos na memória de Arapiraca.
Ou, que falar de Carmelita Mota (Hotel Meridional), Milton Alves (Hotel Estrela), José Lopes (Hotel Lopes), Pio Matos Melo (Hotel Arapiraca)?
Nestes 101 anos de Emancipação Política (cuja liderança deve-se ao cacimbense Esperidião Rodrigues) e 177 anos de vida (graças ao anadiense Manoel André) a história memorizou inúmeros migrantes, que, a seus modos, construíram e engrandeceram esta cidade.
*Jornalista
