Lula inicia limpeza de cargos na Caixa

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Da Redação

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que “agilize e mexa no vespeiro da Caixa Econômica Federal”, conforme matéria publicada no Estadão. O objetivo seria enfrentar a falta de apoio de partidos do Centrão, que ocuparam altos cargos na estatal com indicações políticas.

Segundo Guimarães, todas as nove vice-presidências da Caixa e superintendências estaduais foram preenchidas politicamente. “Cada vice-presidência tem um poder extraordinário”, disse. Ele citou que PL, Republicanos, PDT, Rede e Podemos têm uma vice-presidência cada. Uma exceção é Inês Magalhães, ligada ao programa Minha Casa Minha Vida, que permaneceria sob controle do governo.

“A ministra Gleisi me disse claramente: ‘não vou discutir, vou fazer’. Já recebi notícias de que algumas mudanças começaram, com telefonemas informando remoções”, acrescentou o deputado.

Já foram exonerados:

Rodrigo de Lemos Lopes, vice-presidente de Sustentabilidade e Cidadania Digital da Caixa Econômica Federal, indicação do deputado Altineu Côrtes (PL-RJ).

José Trabulo Júnior, consultor da presidência da Caixa, ligado ao Progressistas (PP) e ao senador Ciro Nogueira (PI).

A Caixa Econômica Federal anunciou a destituição dos dois assessores indicados por PP e PL, em comunicado direcionado a investidores, assinado por Luiz Felipe Figueiredo de Andrade, Diretor Executivo de Finanças e Relações com Investidores. O banco informou que há previsão de mais demissões na segunda-feira (13).

Também houve mudanças em superintendências regionais de ministérios, incluindo unidades da Agricultura no Pará, Paraná, Minas Gerais e Maranhão, e o DNIT em Roraima, ligadas a parlamentares que votaram contra a MP.

Sobre o cenário político, Guimarães destacou uma “nova fasepara o governo, citando a aprovação de Lula em 48%, segundo a pesquisa Genial/Quaest. Ele ressaltou a importância de focar no orçamento, em projetos estratégicos e já começar a preparar o governo para as eleições de 2026.

O parlamentar também criticou o Congresso pela derrubada da Medida Provisória do IOF, dizendo que ações como essa têm o objetivo de “atrapalhar o Lula“. Para Guimarães, o presidente agora está mais firme em sua gestão: “Ele não vai mais tergiversar; o Congresso votou, ele veta. Que derrubem o veto”.

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