Pesquisa Quaest mostra melhora na aprovação do governo Lula

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Da Redação

A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu o melhor patamar do ano, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (8). O levantamento aponta que 48% dos brasileiros aprovam a gestão, enquanto 49% desaprovam, configurando empate dentro da margem de erro.

Os dados mostram uma recuperação consistente na popularidade de Lula, especialmente entre os eleitores de maior renda. A aprovação entre quem ganha acima de cinco salários mínimos subiu de 37% para 45%, enquanto a desaprovação caiu de 60% para 52%. O presidente mantém desempenho mais favorável no Nordeste (62%), entre pessoas com ensino fundamental (59%) e nas faixas de renda mais baixas (54%).

Na percepção sobre a economia, houve melhora. Caiu de 48% para 42% o percentual dos que acreditam que a situação econômica piorou nos últimos 12 meses. O grupo que vê o cenário estável cresceu para 35%, e 21% avaliam que houve melhora. Para os próximos 12 meses, 43% apostam em avanço econômico, frente a 35% que preveem piora.

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, aprovada pela Câmara dos Deputados, foi bem recebida pela população. O tema tem apoio de 79% dos entrevistados e gera expectativa positiva: 41% acreditam que a medida trará melhora significativa nas finanças pessoais.

Entre os fatos recentes avaliados, o encontro entre Lula e Donald Trump durante a Assembleia-Geral da ONU teve repercussão positiva. Para 49%, o episódio fortaleceu a imagem do presidente brasileiro. O discurso de Lula no evento foi considerado bom por 52% dos entrevistados.

O levantamento também mediu a opinião sobre temas políticos. 47% dos brasileiros se declaram contrários à anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, enquanto 35% defendem o perdão total, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outros 8% apoiam a anistia apenas aos participantes dos ataques. O projeto alternativo que reduz penas, conhecido como PL da Dosimetria, é rejeitado por 52%.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 5 de outubro. O nível de confiança é de 95%.

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