Israel deporta 13 ativistas brasileiros após interceptação de flotilha rumo a Gaza

Compartilhe

Da Redação

Os 13 ativistas brasileiros que estavam presos em Israel foram deportados nesta terça-feira (7) e transferidos por via terrestre para a Jordânia. O grupo fazia parte da flotilha Sumud, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza quando foi interceptada por forças israelenses.

Entre os deportados está a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE). Segundo o Itamaraty, eles foram levados à capital jordaniana, Amã, em veículos providenciados pela Embaixada do Brasil. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dos brasileiros nem sobre o retorno ao país.

Imagem: Reprodução do Facebook
Imagem: Reprodução do Facebook

O Ministério das Relações Exteriores da Jordânia informou ter recebido 131 ativistas deportados, incluindo os brasileiros, e disse ter prestado assistência durante a travessia.

Os brasileiros estavam detidos no centro de detenção de Ketziot, no deserto do Negev — a maior prisão de Israel em extensão territorial. Fontes diplomáticas informaram que todos foram visitados por representantes brasileiros e estavam em boas condições.

Dos 15 brasileiros que participavam da flotilha, um não foi preso por estar em outro barco, fora da zona de risco, e um argentino-italiano residente no Brasil já havia sido deportado na segunda-feira (6).

Com as novas deportações, o total de estrangeiros expulsos por Israel chega a 471 ativistas. A interceptação dos cerca de 40 barcos da flotilha — que buscava romper o bloqueio marítimo, terrestre e aéreo imposto a Gaza — provocou repercussão internacional e levou o governo brasileiro a denunciar Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

O governo israelense chamou os participantes da flotilha de “provocadores” e afirmou que busca acelerar a deportação de todos os envolvidos.

Entre os ativistas estava a sueca Greta Thunberg, deportada na segunda-feira (6). Após sua saída, ela afirmou que decidiu navegar rumo a Gaza “porque ninguém foi acudir o povo palestino” e pediu que líderes mundiais “deixem de ser coniventes”.

A flotilha pretendia chamar atenção para a crise humanitária na Faixa de Gaza, onde a guerra entre Israel e o Hamas completa dois anos nesta terça-feira (7). Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas e com dados reconhecidos pela ONU, o conflito já deixou mais de 67 mil mortos e quase 170 mil feridos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *