Da Redação (atualizada as 20:52h)
O ministério da saúde divulgou hoje a noite (4/10) o número total de casos suspeitos ou confirmados de intoxicação por metanol, são 195, distribuídos em 14 estados e no Distrito Federal. As notificações de suspeitas clínicas somam 181, e 14 casos tiveram confirmação laboratorial.
Mais cedo o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse em Teresina que o governo federal adquiriu mais 12 mil ampolas de etanol farmacêutico para reforçar o tratamento dos pacientes e 2.500 tratamentos com fomepizol, outro antídoto eficaz contra a intoxicação, que deve ser importado do Japão.
Padilha lembrou que o Ministério da Saúde já havia adquirido 4.300 ampolas de etanol farmacêutico, distribuídas entre hospitais universitários federais, que podem repassar o medicamento a qualquer unidade do SUS. As novas 12 mil ampolas devem chegar ao país na próxima semana e serão destinadas aos centros de referência em toxicologia.
O ministro também destacou que 609 farmácias de manipulação no Brasil possuem estrutura e equipamentos para produzir o antídoto, conforme levantamento já repassado à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Isso garante, segundo ele, que o etanol farmacêutico esteja disponível gratuitamente pelo SUS.
Atualmente, há dois principais antídotos utilizados no tratamento de envenenamento por metanol:
- Etanol farmacêutico, que impede que o metanol seja transformado em substâncias tóxicas no organismo. Apesar de eficaz, o tratamento pode causar embriaguez como efeito colateral.
- Fomepizol, que atua da mesma forma, mas com menos efeitos adversos — ainda não disponível em larga escala no país.
Padilha finalizou reforçando que “não existe tratamento milagroso” e que o Ministério seguirá “trabalhando com base na ciência” para conter os casos e garantir o atendimento adequado às vítimas.
