Maioria dos eleitores de Lula e Bolsonaro é contra anistia aos presos do 8 de Janeiro, mostra PoderData

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Da Redação

A maioria dos eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declara ser contra a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. Entre os apoiadores de Lula, 74% se posicionam contra a medida, enquanto entre os bolsonaristas o percentual é de 55%. Os dados são da pesquisa PoderData, realizada entre 27 e 29 de setembro de 2025.

Em março, antes do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, apenas 54% dos eleitores petistas se declaravam contrários à anistia, enquanto 37% eram favoráveis. Entre os bolsonaristas, o apoio ao perdão se manteve praticamente estável, com 33% favoráveis e 55% contrários. No conjunto da população, os contrários à anistia subiram de 51% para 64% em seis meses.

Comparação entre governos

A pesquisa também mostra mudanças na percepção sobre os governos de Lula e Bolsonaro. Em maio, 45% dos eleitores consideravam a gestão de Lula pior que a de seu antecessor, enquanto 30% achavam o governo melhor. Agora, 38% avaliam a gestão petista como pior e 38% como melhor, apontando um empate técnico. Outros 22% afirmam não notar diferenças entre as administrações.

Aprovação do governo

A aprovação geral do governo Lula continua em leve recuperação: atualmente, 44% dos eleitores aprovam a administração, contra 51% que desaprovam. Em julho, os índices eram de 42% e 54%, respectivamente. Entre os católicos, o governo é aprovado por 51% e desaprovado por 42%, retomando a liderança na taxa de aprovação fora da margem de erro desde dezembro de 2024. Entre os evangélicos, o cenário ainda mostra ampla desaprovação, com 66% desaprovando e 29% aprovando a gestão.

Em relação ao desempenho pessoal de Lula, 43% dos entrevistados avaliam seu trabalho como “ruim” ou “péssimo”, 32% consideram “regular” e 23% “bom” ou “ótimo”.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, do grupo Poder360, por meio de 2.500 entrevistas telefônicas em 178 municípios de todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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