Da Redação
O Brasil registrou no trimestre encerrado em agosto de 2025 uma taxa de desemprego de 5,6%, a menor da série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE.
Em relação ao trimestre anterior, a desocupação recuou 0,6 ponto percentual. Na comparação com o mesmo período de 2024, a queda foi de 1 ponto percentual.
A população ocupada atingiu 102,4 milhões de pessoas, com crescimento nas duas bases de comparação: mais 555 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior e 1,9 milhão frente ao mesmo período do ano passado. O nível de ocupação manteve-se em 58,8%, percentual recorde.
Outro recorde foi observado entre os empregados com carteira assinada no setor privado (excluídos os trabalhadores domésticos), que chegaram a 39,1 milhões. Já os empregados sem carteira no setor privado recuaram 3,3%.
Os setores que mais contribuíram para a criação de postos foram a Administração Pública, com 323 mil vagas, e a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 333 mil novos empregos.

Em Alagoas, dados anteriores mostram que a taxa de desocupação caiu de 9% no primeiro trimestre de 2025 para 7,5% no segundo semestre. No Estado, 63,1% dos trabalhadores do setor privado possuem carteira assinada. A queda na taxa de pessoas desocupadas se deu também em razão do que se tem sido chamado de empreendedorismo por necessidade, 24% das pessoas economicamente ativas atuam por conta própria.
No segundo trimestre deste ano, 1,2 milhão de pessoas estavam no mercado de trabalho em Alagoas, uma alta de 0,9% em relação ao mesmo período de 2024. Quando comparado ao primeiro trimestre de 2025 – quando havia 1,1 milhão de trabalhadores – esse crescimento é de 2,6%. O IBGE considera que estão na força de trabalho pessoas de 14 anos ou mais de idade de produzir bens ou serviços.
A pesquisa do IBGE mostra ainda que, no segundo trimestre de 2025, o rendimento médio real de todos os trabalhos habitualmente recebido em Alagoas foi estimado em R$ 2.530, um avanço de 13,4% em relação ao período de 2024, quando esse valor era de R$ 2.231.
O IBGE também calculou o número de pessoas que desistiram de procurar emprego, classificadas como desalentadas. Em Alagoas, elas representam 6,9% da força de trabalho, uma das maiores taxas do país. Ainda assim, na série histórica, a economia alagoana mostra sinais consistentes de fortalecimento.
