Por Redação
Patrícia Medeiros, ex-primeira-dama de Feira Grande, foi exonerada do cargo de Secretária Municipal de Educação meses depois do fim da aliança política entre o ex-prefeito Flávio do Chico da Granja e o atual gestor, Dário Roberto. A permanência prolongada de Patrícia no cargo, mesmo sem exercer suas funções, evidencia que sua manutenção estava mais ligada a interesses políticos do que a profissionalismo.
De acordo com informações obtidas pelo Jornal de Arapiraca, Patrícia praticamente não comparecia à secretaria, participando apenas de eventos institucionais, “posando” como boa secretária enquanto outros servidores cumpriam suas funções. Uma servidora da educação afirmou: “Se Feira Grande se destacou na educação, não foi por mérito dela.” Durante meses, a secretaria funcionou de forma simbólica, sem resultados concretos, levantando questionamentos sobre o uso correto do dinheiro público e a responsabilidade da gestão municipal.
A exoneração só aconteceu meses após o rompimento político, aumentando a polêmica sobre a condução da administração municipal. Patrícia comunicou sua saída aos feiragrandenses por meio de vídeo divulgado nas redes sociais, enquanto o aviso formal foi enviado apenas via WhatsApp pelo setor de apoio da prefeitura.
O caso reacende debates sobre transparência e comprometimento com a administração pública. Moradores defendem que o Ministério Público Estadual (MPE) investigue o período em que a ex-primeira-dama não teria trabalhado, analisando a devolução dos salários pagos indevidamente aos cofres públicos.
