POR RAFAELA TENÓRIO
O CSE, de Palmeira dos Índios, vive um momento de extremos. Dentro de campo, o time sub-20 deu um importante passo rumo ao título estadual ao vencer o CSA por 1 a 0, no sábado (16), no Estádio Juca Sampaio. Com a vitória, a equipe joga por um empate na partida de volta, em Maceió, para conquistar o Campeonato Alagoano Sub-20 A-1.
Fora das quatro linhas, porém, o cenário é oposto. O clube enfrenta uma crise política e jurídica que expõe fragilidades em sua gestão. O atual presidente executivo, José Barbosa, entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) após decisão da 1ª Vara Cível de Palmeira dos Índios que suspendeu os efeitos da eleição do Conselho Fiscal, realizada em 2 de junho, e também impediu a realização de nova eleição presidencial marcada para o dia 18 de julho.
A tentativa de Barbosa de reverter a decisão foi negada pela desembargadora Adriana Carla Feitosa Martins. Segundo a magistrada, os argumentos do recurso exigem uma análise mais profunda, inadequada neste momento processual. Ela considerou que a suspensão das eleições é necessária, por ora, para evitar um agravamento da crise institucional no clube.
“A suspensão da eleição do Conselho Fiscal não paralisa a gestão. Já adiar a eleição presidencial evita o risco de um processo eleitoral sem legitimidade, o que agravaria ainda mais a situação interna do CSE”, justificou a juíza.
Presidente promete novo recurso
Mesmo após nova derrota no TJAL, José Barbosa afirmou que pretende recorrer novamente. A insistência em prolongar o conflito na Justiça reforça a instabilidade nos bastidores do clube e alimenta um clima de incerteza sobre o futuro da administração.
Conflito entre futebol e política
O contraste é evidente: enquanto os jovens atletas mostram resultado e organização dentro de campo, o comando executivo patina em disputas judiciais e falta de consenso. A situação revela uma gestão que parece mais focada em manter o poder do que em construir estabilidade institucional.
