POR RAFAELA TENÓRIO
A terceira sargento da Polícia Militar de Alagoas, Carla Poliana Crespo Santos, foi oficialmente excluída da corporação após ser condenada pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, organização criminosa e corrupção passiva. A decisão foi assinada pelo comandante-geral da PM e publicada no Boletim Geral Ostensivo da última segunda-feira, 11 de agosto.
A Polícia Militar informou que o Conselho de Disciplina responsável por analisar a conduta da sargento concluiu que ela apresentava comportamento incompatível com a função pública que exercia. Com base nesse parecer, o comando da corporação determinou a exclusão da policial.
A condenação de Carla Poliana tem origem na Operação Rastro, deflagrada em 2022 pela Polícia Civil de Alagoas. A investigação apontou a participação da sargento em um grupo criminoso com atuação no bairro Canaã, em Maceió. O esquema envolvia tráfico de entorpecentes e venda ilegal de armas de fogo.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência, foram encontrados 45 comprimidos de ecstasy, duas pistolas da marca Taurus (uma calibre 9mm e outra calibre .380), além de diversos carregadores e grande quantidade de munições de diferentes calibres. Entre o material apreendido estavam 165 munições calibre 9mm intactas, 10 deflagradas do mesmo calibre, além de munições calibres .38, .40, .22, .32 e 12.
No mesmo processo, o primeiro-tenente Wescley Canuto, que também havia sido denunciado pelo Ministério Público de Alagoas e chegou a ser preso durante as investigações, foi absolvido pela Justiça. O julgamento ocorreu na 17ª Vara Criminal da Capital.
Em nota oficial, a Polícia Militar reforçou seu compromisso com a legalidade e a ética dentro da corporação, afirmando que não compactua com desvios de conduta por parte de seus membros e que as punições são aplicadas conforme prevê a legislação vigente.
