por Redação do Interior
Uma escultura satírica representando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o financista condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein foi instalada nesta terça-feira (10) no National Mall, área próxima ao Capitólio dos Estados Unidos, em Washington. A obra recria uma das cenas mais conhecidas do filme Titanic e chamou a atenção de visitantes que circulavam pelo local.
A instalação artística recebeu o título “King of the World” (Rei do Mundo) — expressão famosa do longa lançado em 1997. Na escultura, as figuras de Trump e Epstein aparecem em posição semelhante à dos personagens Jack e Rose, de braços abertos na proa do navio, em alusão ao momento emblemático do filme.
Na base do monumento há uma placa com texto em tom irônico. O material afirma que a “história de amor trágica de Jack e Rose” teria sido construída em meio a “viagens luxuosas, festas extravagantes e desenhos secretos de nus”. Em seguida, a inscrição afirma que a obra “homenageia a ligação entre Donald Trump e Jeffrey Epstein”.

A escultura foi posicionada diante de uma fileira de banners que exibem fotos antigas dos dois, acompanhadas da frase “Make America Safe Again” (“Tornar a América Segura Novamente”). Pessoas que passavam pelo local pararam para observar a peça e registrar imagens.
A intervenção é atribuída ao coletivo artístico Secret Handshake, cujos integrantes mantêm identidade em sigilo. O grupo tem promovido ações semelhantes no mesmo espaço público.
Em setembro do ano passado, os artistas instalaram outra escultura retratando Trump e Epstein de mãos dadas nas proximidades do Capitólio. A peça acabou removida pouco tempo depois pelas autoridades.
Relação entre Trump e Epstein volta ao debate
A antiga relação social entre Trump e Epstein voltou a ser debatida nos Estados Unidos após o início da divulgação de documentos federais relacionados ao caso Epstein.
A liberação ocorre em cumprimento à Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada em novembro e que determinou a abertura de parte dos registros mantidos pelo Departamento de Justiça. Alguns dos documentos mencionam Trump, além de outras figuras públicas.
Trump e Epstein conviveram socialmente durante as décadas de 1990 e 2000 e chegaram a ser fotografados juntos em diferentes ocasiões, inclusive no resort Mar-a-Lago e no Hotel Plaza, em Nova York.
Em 2017, Epstein afirmou ao jornalista Michael Wolff que Trump teria sido seu “amigo mais próximo”. A declaração foi feita dois anos antes da morte do financista, que ocorreu em 2019 enquanto ele estava preso e foi oficialmente classificada como suicídio.
O presidente norte-americano afirma há anos que rompeu relações com Epstein e sustenta que não cometeu qualquer irregularidade ligada ao caso. Trump também classificou a controvérsia envolvendo o financista como uma “farsa” promovida por adversários democratas.
