por Redação do Interior
A tensão entre Irã e Israel atingiu um novo patamar nesta segunda-feira (2), após o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) declarar que realizou ataques diretos contra estruturas governamentais e militares israelenses, incluindo o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Segundo comunicado divulgado pela agência estatal IRNA, a ofensiva integra a “décima fase” da campanha de retaliação iraniana e teria provocado impactos “severos” nos alvos atingidos. Entre eles estariam, de acordo com Teerã, o gabinete do premiê israelense em Tel Aviv, o quartel-general do comandante da Força Aérea de Israel e instalações de segurança em Haifa e Jerusalém Oriental.
No texto, a Guarda Revolucionária classificou Netanyahu como “primeiro-ministro criminoso do regime sionista” e afirmou que tanto o gabinete quanto o comando da força aérea foram diretamente visados.
A mídia estatal iraniana chegou a noticiar que o paradeiro de Netanyahu seria “incerto” após os ataques. O governo israelense reagiu rapidamente. O gabinete do primeiro-ministro negou que o local tenha sido atingido e classificou as alegações como “notícia falsa”.
Até o momento, Israel não confirmou qualquer impacto direto contra o prédio oficial do premiê.
Pouco depois das declarações iranianas, jornalistas da AFP relataram novas explosões sobre Jerusalém. As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram ter identificado mísseis lançados do território iraniano em direção a Israel.
“Os sistemas de defesa estão operando para interceptar a ameaça”, disseram os militares israelenses em nota oficial.
O IRGC declarou ter utilizado mísseis do tipo Kheibar — armamento que, segundo o próprio Irã, foi desenvolvido para superar sistemas antimísseis como o Domo de Ferro israelense. A ofensiva desta segunda-feira seria parte de uma série de dez ondas de ataques com mísseis balísticos e drones lançados desde sábado.
De acordo com Teerã, as ações constituem “legítima defesa” após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em ataques conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel no fim de semana. A Guarda Revolucionária é subordinada diretamente ao líder supremo iraniano.
Autoridades iranianas afirmam que tanto o território israelense quanto bases americanas na região estão sendo atingidos de forma escalonada.

Desde o início da escalada, cidades como Tel Aviv registraram danos estruturais em dezenas de edifícios e houve evacuações de áreas residenciais. O número exato de vítimas não foi detalhado neste novo episódio envolvendo o suposto ataque ao gabinete do premiê.
As alegações sobre o impacto direto contra o escritório de Netanyahu ainda não foram confirmadas por fontes independentes. Em meio a um conflito de alta intensidade, versões divergentes e guerra de narrativas fazem parte da estratégia dos dois lados.
Até o momento, o que se tem oficialmente é a reivindicação iraniana de que o alvo foi “severamente atingido” e a negativa categórica do governo israelense. A situação permanece em desenvolvimento.
