Piranhas registra 84 mm de chuva em menos de 24 horas; Defesa Civil mantém alerta para novas precipitações

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por Redação do Interior

O município de Piranhas enfrentou entre a manhã da sexta-feira (27) e a madrugada do sábado (28) um volume de chuva considerado expressivo para o período: 84 milímetros acumulados entre 11h e 5h, segundo a Defesa Civil municipal. Apesar dos transtornos, não há registro de desabrigados — apenas danos materiais.

O coordenador municipal da Defesa Civil , José Renaldo (Zé Liquinha) detalhou o cenário após as primeiras horas de monitoramento.

“Choveu 84 mm das 11h de sexta até 5h do sábado. A previsão é de chuvas fortes nas próximas horas. Não há desabrigados, apenas danos materiais”, afirmou.

Ele destacou que o Centro Histórico concentrou grande parte da sujeira carregada pela enxurrada, mas o trabalho de limpeza permitiu a reabertura da área para visitação ainda na tarde de sábado.

“O Centro Histórico acumulou muita sujeira, mas até as 15h já estará recebendo turistas”, informou.

Por outro lado, os passeios aos cânions do Rio São Francisco permanecem suspensos neste sábado, com previsão de retomada no domingo, caso as condições climáticas sejam favoráveis.

Ze Liquinha alertou para as condições do tráfego na região. Segundo ele, a ligação rodoviária entre Piranhas e Canindé de São Francisco está obstruída em razão do deslizamento de uma barreira. O bloqueio afeta temporariamente o fluxo entre Alagoas e Sergipe e exige atenção redobrada dos motoristas.

Para o secretário municipal de Governo, João Paulo, o momento agora é de vigilância. Ele explicou que o risco estrutural mais imediato em Piranhas já foi controlado, mas a possibilidade de novas chuvas mantém as equipes em alerta.

“A preocupação neste momento não é com novos danos estruturais imediatos, mas com a previsão de chuva para a noite. Estamos atentos principalmente às barreiras e encostas dentro da cidade”, afirmou.

De acordo com o secretário, a geografia do município contribui para o escoamento rápido da água em direção ao Centro Histórico.

“Quando chove, a água desce das áreas mais altas e se concentra na parte histórica. Por isso, o foco agora é preventivo: monitorar encostas, acompanhar o nível da água e agir rapidamente se a chuva vier com intensidade”, completou.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alertas para possibilidade de novas chuvas fortes, com risco de ventos e descargas elétricas. A Defesa Civil segue acompanhando a situação e recomenda que a população evite áreas próximas a encostas e locais com histórico de alagamento enquanto persistirem as instabilidades.

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