por Redação do Interior
Os Estados Unidos e Israel lançaram neste sábado (28) o que autoridades descrevem como o ataque mais ambicioso contra o Irã em décadas. Segundo Israel, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, foi morto, e seu corpo foi recuperado, informou à Reuters um alto funcionário israelense.
O Irã classificou os ataques como não provocados e ilegais, retaliando com mísseis contra Israel e pelo menos outros sete países, incluindo estados do Golfo que abrigam bases americanas. O Pentágono afirmou que não houve mortos nem feridos entre os militares dos EUA.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que há fortes indícios de que Khamenei “não existe mais” e confirmou a destruição de seu complexo. Também morreram comandantes da Guarda Revolucionária e altos oficiais do setor nuclear iraniano, entre eles o ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour. Reportagens iranianas indicam que o genro e a nora de Khamenei também foram mortos.

Explosões espalharam pânico por várias cidades do Irã. “Estamos com medo, estamos apavorados. Meus filhos estão tremendo, não temos para onde ir, vamos morrer aqui”, disse Minou, de 32 anos, moradora de Tabriz. Em Minab, uma escola primária feminina foi atingida, matando 85 pessoas, segundo autoridades locais.
Operação Fúria Épica e impacto global
A ofensiva foi chamada de “OPERAÇÃO FÚRIA ÉPICA” pelo Pentágono. Israel mobilizou cerca de 200 caças, atingindo 500 alvos em todo o Irã, incluindo sistemas de defesa estratégicos já danificados em ataques anteriores.
O Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do consumo mundial de petróleo, provocando alta nos preços internacionais e cancelamento de voos no Oriente Médio. Teerã prometeu uma resposta ainda mais contundente, afirmando que os mísseis lançados até agora foram apenas “descartáveis” e que armamentos inéditos seriam revelados em breve.
Em Israel, sirenes e alertas fizeram a população correr para abrigos antiaéreos após os ataques iranianos. Nos Emirados Árabes Unidos, explosões foram registradas em Abu Dhabi e Dubai, incluindo bairros hoteleiros de luxo.

No Bahrein, a base da Quinta Frota dos EUA foi atingida. O Catar afirmou ter interceptado todos os mísseis lançados contra o país, enquanto o Kuwait confirmou ataques contra uma base americana. Especialistas alertam para forte volatilidade no mercado de petróleo, já que o Irã é o terceiro maior produtor da OPEP, responsável por cerca de 4% do suprimento mundial, e o Estreito de Ormuz concentra grande parte do transporte marítimo de petróleo.
O presidente americano, Donald Trump, disse que os ataques tinham como objetivo eliminar ameaças nucleares iminentes do regime iraniano. Ele pediu que o povo iraniano derrubasse o governo e depusesse as armas. Netanyahu reforçou que a ofensiva cria condições para que os iranianos “tomem as rédeas de seu destino”.
Nos últimos anos, operações militares israelenses já haviam eliminado altos oficiais iranianos e enfraquecido forças aliadas de Teerã em toda a região. Com a recente repressão às manifestações antigovernamentais de janeiro, os líderes religiosos do país enfrentam sua pior crise interna desde a revolução de 1979.
O mundo acompanha com atenção a evolução da crise, temendo uma escalada militar ainda maior, capaz de afetar a estabilidade geopolítica e o mercado energético global.
Fonte: Reuters
