por Redação do Interior
A atuação da Polícia Militar de Alagoas resultou no fechamento de uma fábrica clandestina de medicamentos que funcionava no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió, na noite desta quarta-feira (25). Um homem foi preso em flagrante e outro conseguiu fugir.
De acordo com informações repassadas pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, equipes da Companhia Independente de Ronda de Ação Intensiva Ostensiva (Raio) retornavam de uma operação quando perceberam dois homens em comportamento suspeito em uma rua do bairro. Um deles estava em uma motocicleta, enquanto o outro caminhava carregando uma sacola.
Com a aproximação da viatura, o motociclista deixou o local rapidamente. O segundo suspeito foi abordado e, durante a revista, os policiais encontraram unidades de Mounjaro, além de munições. Aos militares, ele admitiu que os medicamentos eram falsificados e que seriam comercializados em parceria com o homem que fugiu.
O suspeito ainda indicou um imóvel nas proximidades onde funcionava o esquema clandestino. No endereço, os policiais localizaram uma estrutura improvisada utilizada para produzir e embalar medicamentos falsificados, incluindo versões adulteradas de Mounjaro — fármaco à base de tirzepatida indicado para tratamento de diabetes tipo 2 e amplamente procurado para emagrecimento — além de anabolizantes.
No local também foram apreendidos rótulos e selos adulterados, embalagens prontas para distribuição, entorpecentes e mais munições. Todo o material foi recolhido, e o suspeito encaminhado à delegacia para os procedimentos cabíveis.
O segundo envolvido segue foragido.
Riscos à saúde pública
A comercialização de medicamentos falsificados representa um grave problema de saúde pública. Produtos clandestinos podem conter substâncias desconhecidas, dosagens incorretas ou até mesmo componentes tóxicos. No caso da tirzepatida, o uso sem controle médico pode provocar efeitos adversos como hipoglicemia, distúrbios gastrointestinais severos, desidratação e complicações metabólicas.
Anabolizantes produzidos fora dos padrões sanitários também oferecem riscos significativos, incluindo alterações hormonais graves, danos hepáticos e problemas cardiovasculares.
Além do perigo direto ao consumidor, a produção e venda de medicamentos falsificados configuram crime previsto no Código Penal, com penas que podem chegar a mais de dez anos de reclusão, especialmente quando há risco coletivo à saúde.
As investigações continuam para identificar e localizar o segundo suspeito e apurar a possível rede de distribuição dos produtos ilegais.
