Alagoas libera incentivos a 19 empresas e projeta R$ 750 milhões em investimentos

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por Redação do Interior

O Governo de Alagoas formalizou nesta quarta-feira (25) um novo pacote de estímulos ao setor produtivo. O governador Paulo Dantas assinou os atos que garantem incentivos fiscais e locacionais a 19 empresas por meio do Programa de Desenvolvimento Integrado do Estado de Alagoas (Prodesin). A expectativa é que os benefícios destravem mais de R$ 750 milhões em aportes privados, distribuídos entre hotelaria, indústria de transformação, alimentos, mineração e construção civil.

As empresas contempladas atuam em diferentes regiões do estado, com unidades em Maceió, Arapiraca, Marechal Deodoro, Maragogi, Passo de Camaragibe, Porto de Pedras, Rio Largo e União dos Palmares. A estimativa oficial aponta para a criação de 5.497 vagas de trabalho, sendo 1.903 empregos diretos e 3.547 indiretos.

O Executivo estadual sustenta que a política de incentivos integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento do ambiente de negócios, com foco na redução de custos tributários e na oferta de condições estruturais para expansão empresarial. A meta é estimular a interiorização do desenvolvimento econômico e ampliar a competitividade de Alagoas na disputa por novos investimentos.

Entre as companhias beneficiadas está a Corr Plastik Tech, instalada há 17 anos no Polo Petroquímico de Alagoas. Com o novo enquadramento no programa, a empresa projeta ampliar sua capacidade produtiva e consolidar sua permanência no estado.

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Energia renovável no centro da estratégia

Na mesma solenidade, foi firmado o contrato para atualização do Atlas Solar e Eólico de Alagoas, instrumento técnico considerado essencial para orientar a expansão da matriz energética renovável. O último levantamento havia sido divulgado em 2008.

Hoje, mais de 80% da produção primária de energia em Alagoas tem origem em fontes limpas — índice que corresponde a aproximadamente o dobro da média nacional. A revisão do atlas deverá oferecer dados técnicos detalhados sobre o potencial solar e o regime de ventos, servindo de base para novos projetos de geração.

O estudo será conduzido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Sedics), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. A proposta é mapear áreas com maior viabilidade técnica e ambiental para implantação de usinas solares e parques eólicos.

A falta de dados atualizados sobre o potencial eólico vinha sendo apontada como um entrave para a inserção de Alagoas em um mercado já consolidado em outros estados do Nordeste. Com a atualização do estudo, o governo avalia que o estado terá melhores condições de disputar projetos nos leilões de energia e ampliar o acesso a financiamentos de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o Banco do Nordeste do Brasil, reforçando sua posição na agenda nacional de transição energética.

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