por Redação do Interior
A política de mobilidade urbana adotada na orla de Maceió foi alvo de críticas na sessão ordinária de terça-feira (24), na Assembleia Legislativa. O deputado estadual Lelo Maia (União Brasil) afirmou que a eliminação progressiva de estacionamentos públicos na região tem provocado impactos diretos na rotina de quem mora, trabalha ou frequenta o local.
Segundo o parlamentar, as vagas vêm sendo suprimidas sem que a Prefeitura apresente alternativas capazes de absorver a demanda. Ele declarou que já protocolou solicitações formais em busca de esclarecimentos, mas, até agora, não recebeu respostas consideradas satisfatórias.
Na tribuna, Maia destacou que a medida tem resultado em aumento de autuações por parte do Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT), dificultando a circulação e o exercício de atividades profissionais na área.
“Há uma penalização constante dos condutores, enquanto não se apresenta nenhuma solução concreta para a população”, afirmou.
O deputado também criticou a condução do processo, que, segundo ele, não teria sido precedido de diálogo com os setores diretamente afetados. Para Maia, intervenções urbanas dessa natureza exigem planejamento, transparência e escuta da sociedade, especialmente em uma das regiões mais movimentadas da capital.
Morador de Maceió, o parlamentar disse acompanhar de perto as mudanças e relatou que motoristas por aplicativo, ambulantes, prestadores de serviço e residentes têm relatado dificuldades diárias para estacionar. De acordo com ele, a situação compromete tanto a dinâmica econômica quanto a rotina dos moradores da orla.
Ao final do pronunciamento, Lelo Maia cobrou que a Prefeitura e o DMTT apresentem publicamente quais providências estão sendo avaliadas para reduzir os transtornos e reorganizar o fluxo na região.
