Polícia Civil de Alagoas apura as circunstâncias da morte do professor da UFAL

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por Redação do Interior

A Polícia Civil de Alagoas investiga a morte do professor e pesquisador Carlos Alberto de Carvalho Fraga, de 38 anos, docente da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), encontrado sem vida na manhã da última segunda-feira (9), em Arapiraca, no Agreste alagoano.

O corpo foi encontrado no interior da residência onde o professor vivia, localizada no Residencial Pedro Tertuliano, no bairro Massaranduba. De acordo com informações repassadas pela polícia, o imóvel apresentava sinais de desorganização, porém não foram identificados indícios de luta nem ferimentos aparentes, o que, inicialmente, afasta a suspeita de violência direta.

O caso foi registrado como morte a esclarecer. As primeiras diligências indicam que o óbito pode estar relacionado ao consumo excessivo de álcool, possivelmente associado ao uso de drogas e medicamentos. Apesar dessas hipóteses, não há confirmação oficial sobre a causa da morte, que depende da conclusão dos laudos periciais.

A investigação considera a possibilidade de morte acidental, levando em conta elementos colhidos no local e informações preliminares sobre os hábitos recentes da vítima. Também está sendo analisado o uso de medicamentos de tarja preta, prescritos para tratamento de ansiedade, que podem ter contribuído para o quadro.

A Polícia Civil confirmou que outras pessoas estiveram na residência antes da morte do professor. Conforme apurado, Carlos Alberto recebeu a visita de um amigo no sábado, após retornar de uma viagem a Minas Gerais. Durante o encontro, teriam ocorrido o consumo de bebidas alcoólicas e cocaína. Esse visitante é apontado como a última pessoa a ter contato com o professor com vida, por volta das 3h da madrugada do domingo.Imagens de câmeras de segurança de imóveis próximos foram analisadas pelos investigadores e, segundo a polícia, não foi identificada movimentação suspeita após esse horário.

Como parte das diligências, a Polícia Civil apreendeu o telefone celular do professor e os equipamentos de monitoramento instalados na residência, que passarão por análise técnica. Familiares ou pessoas próximas que tenham acesso às senhas desses dispositivos foram orientados a procurar a Delegacia de Homicídios de Arapiraca para colaborar com a investigação. Caso o acesso não seja possível, a polícia avalia a necessidade de procedimentos técnicos para quebra de criptografia, o que pode prolongar o andamento do inquérito.

Carlos Alberto de Carvalho Fraga ingressou na UFAL em 2017 e atuava como professor adjunto no Centro de Ciências Médicas. Ele integrava os programas de pós-graduação em Ciências Médicas e Bioquímica e Biologia Molecular, além de exercer a função de vice-coordenador do curso de Medicina no Campus Arapiraca.

Reconhecido no meio acadêmico, o professor desenvolvia pesquisas voltadas ao desenvolvimento de terapias contra o câncer, com trabalhos publicados em revistas científicas internacionais.

Em nota oficial, a Universidade Federal de Alagoas lamentou a morte do docente, ressaltou sua contribuição científica e acadêmica e decretou três dias de luto oficial, sem interrupção das atividades acadêmicas e administrativas.

Até o momento, o Instituto Médico Legal (IML) não divulgou laudo conclusivo, e a Polícia Civil segue aguardando os resultados periciais para esclarecer de forma definitiva as circunstâncias da morte.

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