Realtime Big Data: Lula (PT) lidera disputa com Flávio Bolsonaro(PL) e Ratinho Junior (PSD)

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A pesquisa presidencial Real Time Big Data, registrada no TSE sob o número BR064-28/2026 e divulgada em 9 de fevereiro de 2026, ouviu 2.000 eleitores em todo o território nacional. O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 7 de fevereiro, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

Perfil da amostra

Do total de entrevistados, 53% são mulheres e 47% homens. Em relação à escolaridade, 37% têm até o ensino fundamental completo, 46% até o ensino médio completo e 17% possuem ensino superior incompleto ou mais.

No recorte de renda, 46% declararam ganhos de até dois salários mínimos, 33% entre dois e cinco salários mínimos e 21% mais de cinco salários mínimos.

A distribuição etária mostra que 31% têm entre 16 e 34 anos, 46% estão na faixa de 35 a 59 anos e 23% têm 60 anos ou mais.

Distribuição regional

A amostra foi ponderada de acordo com o peso populacional das regiões do país: Sudeste (42%), Nordeste (28%), Sul (15%), Norte (8%) e Centro-Oeste (7%).

Autodeclaração ideológica

Quando questionados sobre posicionamento ideológico, 26% se identificaram como de centro, 24% como centro-direita, 18% como direita, 17% como centro-esquerda e 14% como esquerda. Apenas 1% não soube ou preferiu não responder.

Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea para presidente da República — quando o eleitor responde sem a apresentação de nomes — o presidente Lula (PT) aparece com 28% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 14%, e Jair Bolsonaro (PL), com 6%. Tarcísio de Freitas ( REPUBLICANOS) e Ratinho Júnior (PSD) aparecem empatados com 2% cada, enquanto Ciro Gomes (PSDB) e Romeu Zema (NOVO) registram 1%. Outros nomes somam 1%.

O índice de indefinição ainda é elevado: 31% disseram não saber em quem votar, e 14% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato. O dado indica que, a oito meses da eleição, uma parcela expressiva do eleitorado ainda não cristalizou sua escolha.

Pesquisa estimulada

No primeiro cenário estimulado para presidente — quando os nomes dos candidatos são apresentados —

  • Lula(PT) lidera com 39%
  • Flávio Bolsonaro ,(PL), com 30%
  • Ratinho Júnior (PSD) aparece em terceiro, com 10%, e
  • Romeu Zema (NOVO) soma 3%.
  • Aldo Rebelo (DC) tem 2%,
  • Renan Santos (MISSÃO), 1%.
  • Os que declararam voto branco ou nulo somam 7%,
  • enquanto 8% não souberam ou não quiseram responder.

A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro é de nove pontos percentuais, dentro de um cenário ainda competitivo, mas com vantagem clara do atual presidente.

Recorte por gênero

No detalhamento por sexo, Lula apresenta desempenho superior entre as mulheres: 42% das eleitoras dizem votar no presidente, contra 36% dos homens. Já Flávio Bolsonaro tem maior adesão no eleitorado masculino, com 33%, frente a 27% entre as mulheres.

Ratinho Júnior aparece com 11% entre as mulheres e 9% entre os homens. Romeu Zema registra 4% no público masculino e 2% no feminino. Aldo Rebelo tem 3% entre homens e 1% entre mulheres, enquanto Renan Santos marca 1% em ambos os grupos.

Entre os que afirmam votar em branco ou nulo, o percentual é maior entre os homens (8%) do que entre as mulheres (6%). Já a indefinição é mais elevada entre o eleitorado feminino, com 10%, ante 6% entre os homens.

O recorte por gênero reforça um padrão recorrente nas pesquisas nacionais: Lula sustenta vantagem entre as mulheres, enquanto Flávio Bolsonaro concentra força maior entre os homens, especialmente nos segmentos mais ideologizados à direita.

No recorte por idade, a pesquisa indica que Lula mantém desempenho estável e crescente à medida que o eleitor envelhece. O presidente é citado por 37% dos eleitores entre 16 e 34 anos, 39% daqueles de 35 a 59 anos e atinge 41% entre os eleitores com 60 anos ou mais, faixa etária em que apresenta seu melhor resultado.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, mostra maior força entre os mais jovens, com 32% das intenções de voto entre eleitores de 16 a 34 anos, percentual que cai para 31% na faixa de 35 a 59 anos e recua para 26% entre os eleitores com 60 anos ou mais.

Ratinho Júnior aparece em terceiro lugar em todas as faixas etárias, com 11% entre os mais jovens, 10% entre os eleitores de 35 a 59 anos e 8% entre os eleitores acima de 60 anos.

Os demais candidatos permanecem abaixo dos 4% em todos os recortes etários, reforçando a concentração da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, com Ratinho ocupando um espaço intermediário, especialmente entre os eleitores mais jovens.

No recorte por renda salarial, a pesquisa revela um gradiente claro de apoio a Lula, que diminui à medida que a renda aumenta, enquanto Flávio Bolsonaro cresce nos estratos mais elevados.

Entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, Lula lidera com 42% das intenções de voto. Nessa faixa, Flávio Bolsonaro aparece com 27%, seguido por Ratinho Júnior, com 10%. Os demais candidatos registram percentuais inferiores a 2%.

No grupo que recebe entre dois e cinco salários mínimos, a disputa se torna mais equilibrada. Lula mantém a liderança, com 37%, mas Flávio Bolsonaro encosta, com 32%. Ratinho Júnior soma 11%, enquanto os demais candidatos permanecem com 2% ou menos.

Já entre os eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, o cenário se inverte e aponta empate técnico entre Lula (34%) e Flávio Bolsonaro (35%), dentro da margem de erro. Ratinho Júnior cai para 8%, enquanto Romeu Zema (6%), Aldo Rebelo (5%) e Renan Santos (3%) passam a aparecer com mais visibilidade nesse estrato. Votos brancos ou nulos somam 3%, e 6% não souberam ou não quiseram responder.

O recorte reforça um padrão recorrente nas eleições presidenciais: Lula concentra força entre os eleitores de menor renda, enquanto Flávio Bolsonaro ganha tração nos segmentos de renda mais alta, onde o voto tende a ser mais fragmentado.

No recorte por região, a pesquisa mostra que Lula lidera em quatro das cinco regiões do país, enquanto Flávio Bolsonaro aparece à frente apenas no Sul, confirmando padrões já observados em disputas nacionais recentes.

No Sudeste, principal colégio eleitoral do país, Lula lidera com 36%, seguido de perto por Flávio Bolsonaro, com 32%, em cenário de disputa apertada dentro da margem de erro. Ratinho Júnior aparece com 11%, enquanto Romeu Zema tem 4%, Aldo Rebelo 3% e Renan Santos 2%. Votos brancos ou nulos somam 6%, e outros 6% não souberam ou não quiseram responder.

No Nordeste, Lula amplia significativamente a vantagem, alcançando 47% das intenções de voto, mais que o dobro do percentual de Flávio Bolsonaro, que registra 22%. Ratinho Júnior soma 9%, enquanto Romeu Zema (1%), Aldo Rebelo (2%) e Renan Santos (1%) aparecem de forma residual. Brancos e nulos chegam a 8%, e a indefinição é maior, com 10%.

No Sul, o cenário se inverte. Flávio Bolsonaro lidera com 36%, contra 31% de Lula. Ratinho Júnior tem desempenho mais forte na região, com 14%, enquanto os demais candidatos pontuam 1% cada. Brancos e nulos somam 7%, percentual idêntico ao dos que não souberam ou não quiseram responder.

No Norte, a disputa é novamente equilibrada, com Lula à frente, com 38%, e Flávio Bolsonaro logo atrás, com 35%. Ratinho Júnior aparece com 6%, Romeu Zema e Aldo Rebelo têm 2% cada, e Renan Santos marca 1%. Votos brancos ou nulos somam 7%, e 9% permanecem indecisos.

Já no Centro-Oeste, Lula lidera com 37%, seguido de perto por Flávio Bolsonaro, com 34%, também em empate técnico. Ratinho Júnior registra 7%, Romeu Zema 4%, Aldo Rebelo 2% e Renan Santos 1%. Brancos ou nulos chegam a 6%, e 9% não souberam ou não quiseram responder.

O recorte regional evidencia que a base eleitoral de Lula permanece fortemente ancorada no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro concentra sua principal vantagem no Sul. Nas demais regiões, o cenário é de disputa aberta, com margens estreitas e alto potencial de variação ao longo da campanha.

No primeiro cenário estimulado, a corrida presidencial permanece centrada em Lula e Flávio Bolsonaro, com Ratinho Júnior desempenhando papel secundário. A eleição de 2026 será marcada pela polarização entre Lula e o bolsonarismo, enquanto candidatos de centro-direita ainda não apresentam musculatura suficiente para alterar o cenário.

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