por Redação do Interior
As chuvas registradas em Alagoas neste domingo (8) provocaram transtornos em diversas regiões do estado e colocaram as autoridades em alerta. Em Maceió, o volume acumulado em apenas 24 horas chegou a 35 milímetros, segundo a Defesa Civil Municipal, o que representa 43,7% de toda a precipitação esperada para o mês de fevereiro, cuja média histórica é de 80 mm.
No balanço anual, até este domingo, choveu aproximadamente 77 mm em Maceió, frente a uma expectativa de 1.808,10 mm ao longo de todo o ano, o que corresponde a 4,25% do volume esperado para 2026. O bairro de Cruz das Almas foi o mais atingido nas últimas horas.
Também foram registradas quedas de árvores e pontos de alagamento em outros bairros, incluindo uma ocorrência no bairro da Pitanguinha, onde uma árvore atingiu o muro de uma residência.
De acordo com a Defesa Civil, a previsão indica continuidade das chuvas até a segunda-feira (9), com possibilidade de descargas elétricas, trovões e rajadas de vento. O órgão reforça a orientação para que moradores — principalmente os que vivem em áreas de risco — busquem locais seguros e fiquem atentos a qualquer sinal de perigo.
Inmet emite alerta para acumulado de chuva
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo potencial para acumulado de chuva em vários municípios de Alagoas. O aviso teve início às 0h01 deste domingo (8) e segue válido até as 23h59 da segunda-feira (9).
Segundo o Inmet, são esperados volumes significativos de chuva, com risco de alagamentos pontuais e pequenos deslizamentos, sobretudo em áreas com histórico de instabilidade do solo e deficiência de drenagem. Embora o risco geral seja classificado como baixo, o instituto alerta para a possibilidade de queda de galhos de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e descargas atmosféricas.
Entre as recomendações estão evitar enfrentar o mau tempo, observar sinais de movimentação em encostas, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia quando possível, além de proteger bens em caso de inundação. Em situações de emergência, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
Raios causam danos em Pilar e Arapiraca
Na Região Metropolitana de Maceió, um raio atingiu o telhado de uma residência no município do Pilar, na manhã deste domingo (8), provocando danos à estrutura da casa. Apesar do susto, não houve feridos. A moradora relatou que a descarga elétrica caiu diretamente sobre o telhado, quebrando parte da cobertura.
No Agreste, Arapiraca foi uma das cidades mais afetadas. Fortes chuvas acompanhadas de raios, trovões e ventos intensos provocaram alagamentos em diversos bairros, deixando ruas intransitáveis e dificultando o tráfego de veículos e pedestres. No bairro Bom Sucesso, um raio atingiu um coqueiro, causando um princípio de incêndio. Já no Jardim Esperança, moradores relataram alagamentos e forte atividade elétrica durante o temporal.
Também houve registros de ventanias capazes de arrancar árvores e destelhar residências. Em meio aos relatos da população, alguns moradores chegaram a levantar a hipótese de formação de um tornado, possibilidade que não foi confirmada oficialmente pelos órgãos meteorológicos.
Além de Maceió, Pilar e Arapiraca, as chuvas causaram transtornos em municípios como Craíbas, Santana do Ipanema, Campestre, Piranhas e Limoeiro de Anadia. No trevo de acesso a Craíbas, uma árvore de grande porte caiu, com galhos alcançando a rodovia.
Até o final da tarde deste domingo, não havia registro de feridos, desabrigados ou desalojados, nem balanço oficial sobre prejuízos materiais.
Monitoramento segue ativo
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), por meio da Superintendência de Prevenção em Desastres Naturais (SPDEN), já havia emitido alerta meteorológico prevendo instabilidade para as regiões do Litoral, Região Metropolitana de Maceió, Zona da Mata, Agreste, Sertão e Sertão do São Francisco.
De acordo com o monitoramento, as pancadas de chuva podem ocorrer acompanhadas de rajadas de vento, incidência de raios e risco de destelhamentos e queda de estruturas mal fixadas. Apesar disso, não há, até o momento, indicação de elevação significativa nos níveis dos principais rios e lagoas do estado.
