por Redação do Interior
Suzane von Richthofen voltou ao noticiário após ser acusada de furto de bens da casa do tio materno, o médico Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em 9 de janeiro, em sua residência no bairro do Campo Belo, zona sul de São Paulo. A suspeita envolve a retirada de objetos e pode ter impacto direto em sua situação penal.
Sem testamento e sem herdeiros diretos, a morte do tio deu início a uma disputa judicial por uma herança estimada em cerca de R$ 5 milhões, composta por imóveis, aplicações financeiras e outros bens. No contexto do inventário, a prima de Suzane, Silvia Gonzalez Magnani, registrou boletim de ocorrência alegando que ela teria entrado no imóvel sem autorização judicial e retirado eletrodomésticos, móveis, documentos, dinheiro e um veículo Subaru XV.
Nos autos do processo, Suzane reconheceu que esteve na residência após a morte do tio, retirou itens e determinou que o portão fosse soldado, afirmando que a medida teria como objetivo proteger o patrimônio até decisão da Justiça.
A acusação ganha relevância por causa da situação penal de Suzane, condenada em 2006 a quase 40 anos de prisão pelo assassinato dos próprios pais. Desde janeiro de 2023, ela cumpre o restante da pena em regime aberto, que exige boa conduta e a não prática de novos crimes.
Pela legislação brasileira, a confirmação de um novo delito pode levar à regressão de regime, com retorno ao sistema prisional em modalidade mais rigorosa. Caso o furto seja comprovado, Suzane poderá responder pelo novo crime e pela violação das condições do regime aberto.
