Trabalho jornalístico de Eli Mário inspira ministra em projetos de resgate histórico

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por Redação do Interior

Um encontro marcado pela valorização da memória histórica de Alagoas reuniu a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marluce Caldas, o jornalista Eli Mário Magalhães, o administrador Iran Bezerra e o empresário e ex-deputado Elionaldo Magalhães, no Hotel Marinas Maceió, na capital alagoana. Na ocasião, o jornalista entregou à ministra um exemplar do livro Arapiraca, Memória Viva – 100 Anos de História, obra que resgata personagens, fatos e processos que ajudaram a construir a identidade de um dos principais municípios do interior do estado.

A entrega do livro simbolizou mais do que um gesto protocolar. Inspirada pelo trabalho jornalístico e pelo caráter documental da obra, a Ministra Marluce Caldas destacou a importância de iniciativas que preservem a memória coletiva como forma de fortalecer a identidade social e cultural das cidades alagoanas. Segundo a Ministra, o livro reforça a necessidade de registrar histórias que, muitas vezes, permanecem fora dos registros oficiais, mas que são fundamentais para compreender o presente.

Durante a conversa, a Ministra demonstrou interesse em desenvolver um projeto voltado ao resgate da memória de instituições históricas que tiveram papel decisivo na formação educacional, social e cultural de Alagoas. A proposta, ainda em fase de concepção, prevê o levantamento de acervos, documentos, relatos orais e registros históricos capazes de preservar o legado dessas instituições para as futuras gerações.

Entre os exemplos citados por Marluce Caldas está o Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, localizado no bairro de Bebedouro, em Maceió. Fundada no início do século XX, a instituição figurou entre as mais tradicionais da capital e marcou a história da educação alagoana ao formar gerações de estudantes, especialmente em um período em que o acesso ao ensino era restrito. Ao longo das décadas, o colégio consolidou-se como referência educacional e social, exerceu influência direta na vida cultural e intelectual da cidade.

Para a Ministra, resgatar a trajetória de instituições como o Bom Conselho é reconhecer o papel que escolas, associações e espaços formativos desempenharam na consolidação das cidades alagoanas.

“A história de Alagoas também está nas salas de aula, nos corredores dessas instituições e na vida das pessoas que passaram por elas”, observou durante o encontro.

O livro Arapiraca, Memória Viva – 100 Anos de História, lançado em 2025, e assinado pelos também jornalistas Manoel Lira e Roberto Baia, reúne pesquisa jornalística, relatos e registros que ajudam a compreender a evolução social, econômica e cultural de Arapiraca ao longo de um século. A obra vem sendo apontada como um importante instrumento de preservação da memória local e de valorização das histórias que moldaram o município.

O encontro no Hotel Marinas Maceió reforçou a convergência entre jornalismo, memória e instituições públicas, apontando para a possibilidade de novas iniciativas voltadas à preservação da história alagoana — não apenas como lembrança do passado, mas como base para a construção do futuro.

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