por Redação do Interior
A Polícia Civil de Alagoas concluiu que o assassinato de Johanisson Lima, conhecido como Joba, supervisor das categorias de base do Clube de Regatas Brasil (CRB), foi um crime encomendado motivado por razões pessoais. O homicídio ocorreu na sexta-feira (23), no bairro Santa Lúcia, em Maceió, e não teve relação com a atividade profissional da vítima nem com disputas entre torcidas organizadas.
As informações foram apresentadas nesta segunda-feira (26) durante coletiva de imprensa na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Segundo a investigação, o mandante do crime seria Juan, ex-companheiro da mulher com quem Joba havia retomado um relacionamento. Ele permanece foragido.
De acordo com a delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as forças de segurança descartaram ainda nas primeiras horas a hipótese inicial de latrocínio. A partir disso, o caso passou a ser tratado exclusivamente como homicídio, com rápida mobilização das equipes.
Imagens coletadas nas proximidades do local do crime mostram o momento em que o executor se aproxima da vítima utilizando uma bicicleta e efetua um disparo à queima-roupa na cabeça. Após o ataque, o autor foge e, cerca de 500 metros depois, passa a utilizar uma motocicleta, que deu suporte à fuga.
Com apoio do Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT), a polícia conseguiu identificar a placa da motocicleta, chegando ao condutor do veículo, identificado como Simeone, que foi preso em flagrante. Informações repassadas pela população por meio do Disque Denúncia 181 reforçaram o envolvimento do suspeito.
A partir da prisão, as investigações avançaram e levaram a outros envolvidos, localizados no bairro Clima Bom. No endereço indicado, houve confronto com equipes da Rotam, resultando em três suspeitos baleados. Eles chegaram a ser socorridos e encaminhados para unidades de saúde, mas não resistiram aos ferimentos.
As apurações apontam que o assassinato foi planejado desde dezembro do ano passado. O valor acertado para a execução teria sido de R$ 10 mil, sendo R$ 4 mil pagos antecipadamente em dinheiro. A Polícia Civil enfatiza que não há qualquer indício de ligação do crime com o futebol ou com a atuação profissional de Joba no CRB.
O suposto mandante, Juan, segue sendo procurado. A Polícia Civil orienta que ele se apresente voluntariamente à DHPP para prestar esclarecimentos e destaca que as investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica do crime e responsabilizar todos os envolvidos.
