Pesquisa AtlasIntel aponta liderança ampla de Lula e indica chance de vitória no primeiro turno em 2026

Compartilhe

por Redação do Interior

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários eleitorais testados pela pesquisa AtlasIntel/Bloomberg e aparece, em algumas simulações, no limite da margem de erro para vencer a eleição presidencial de 2026 já no primeiro turno. Os dados revelam uma vantagem consistente do atual chefe do Executivo, mesmo diante de diferentes arranjos da oposição.

O levantamento foi realizado entre 15 e 20 de janeiro, com 5.418 entrevistados, por meio de recrutamento digital aleatório, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 02804/2026. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

Reedição de 2022 indica polarização, mas com Lula à frente

Na simulação que repete, de forma hipotética, o cenário da eleição presidencial de 2022 — com os mesmos candidatos — Lula aparece com 46,4% das intenções de voto, enquanto Jair Bolsonaro registra 43,4%. Embora a diferença esteja dentro da margem de erro, o petista mantém vantagem numérica sobre o ex-presidente.

Ciro Gomes surge distante, com 3,2%, seguido por Simone Tebet (2,3%). Brancos e nulos somam 2,2%, e 0,6% dos entrevistados não souberam responder. O resultado aponta a manutenção da polarização, mas também evidencia que Lula parte de um patamar eleitoral elevado mesmo em um confronto direto com Bolsonaro.

Lula se aproxima dos 50% no primeiro turno em diversos cenários

Nos cenários de primeiro turno com Lula, o presidente oscila entre 48,2% e 48,8%, percentual que o coloca muito próximo de uma vitória em turno único, a depender da configuração da disputa e do grau de fragmentação da oposição.

No cenário ampliado, com Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, Lula tem 48,4%, contra 28% do senador e 11% do governador de São Paulo. Já no cenário em que Flávio Bolsonaro aparece como principal nome da direita, Lula atinge 48,8%, enquanto o adversário soma 35%, configurando-se como o concorrente mais competitivo no primeiro turno.

Quando Tarcísio de Freitas é testado sem Flávio Bolsonaro, Lula mantém 48,5%, contra 28,4% do governador. Em outro cenário, com Michelle Bolsonaro, o presidente registra 48,2%, enquanto a ex-primeira-dama aparece com 30,9%.

Na simulação sem membros da família Bolsonaro e sem Tarcísio, Lula alcança 48,8%, enquanto os votos da direita se distribuem entre Ronaldo Caiado (15,2%), Romeu Zema (11,4%) e Ratinho Júnior (9,4%). Nesse cenário, o percentual de brancos, nulos e indecisos ultrapassa 10%, reforçando a dificuldade de unificação da oposição em torno de um nome competitivo.

PT mantém competitividade mesmo sem Lula

A AtlasIntel/Bloomberg também testou cenários em que Fernando Haddad aparece como candidato do Partido dos Trabalhadores. Os resultados indicam que, mesmo sem Lula na disputa, o PT segue competitivo e na liderança, ainda que com percentuais inferiores aos do atual presidente.

No confronto com Flávio Bolsonaro, Haddad registra 41,5%, à frente dos 35,4% do senador. Em outro cenário, com Tarcísio de Freitas, o petista aparece com 42%, contra 28,9% do governador paulista. Os números sugerem que, embora Lula concentre um capital eleitoral próprio mais robusto, a marca do PT permanece forte o suficiente para disputar e vencer a eleição presidencial, especialmente em um ambiente de oposição fragmentada.

Lula vence todos os cenários de segundo turno

Nos cenários de segundo turno, Lula aparece à frente de todos os adversários testados. Ele venceria Jair Bolsonaro por 49% a 46% e manteria vantagem semelhante contra Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, todos com 45%.

Contra nomes fora do bolsonarismo, a diferença se amplia: Lula registra 49%, contra 39% de Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ratinho Júnior. Em um eventual confronto com Eduardo Leite, o petista chega a 48%, ante 23% do tucano.

Rejeição elevada reforça cenário de polarização

O levantamento também revela altos índices de rejeição entre os principais líderes políticos. Jair Bolsonaro lidera, com 50%, seguido por Lula (49,7%) e Flávio Bolsonaro (47,4%). Ainda assim, Lula consegue transformar sua base fiel em vantagem eleitoral consistente, enquanto seus adversários enfrentam maior dispersão de votos.

Concluindo, o conjunto dos dados indica que Lula entra no debate eleitoral de 2026 como franco favorito, com liderança estável, oposição fragmentada e possibilidade real de vitória no primeiro turno em alguns cenários. Mais do que uma simples reedição da polarização de 2022, a pesquisa aponta um ambiente em que o presidente se beneficia da ausência de um nome unificado à direita capaz de ultrapassar seu patamar eleitoral.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *