Operação Encontro Fatal apura ataques a garotas de programa em Maceió

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por Redação do Interior

A Polícia Civil de Alagoas participou, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (21), da Operação Encontro Fatal, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco, com foco no cumprimento de mandados de busca e apreensão no bairro Ponta Grossa, em Maceió. A ação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre a atuação de um grupo criminoso suspeito de roubos, agressões físicas e extorsões contra garotas de programa na capital alagoana.

A operação foi coordenada pelo delegado Bruno Tavares e contou com o apoio do Núcleo de Planejamento Operacional (NPO) da Polícia Civil de Alagoas, além de equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Oplit.

Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam plataformas digitais e grupos online de acompanhantes para localizar as vítimas. Fingindo ser clientes interessados nos serviços, eles marcavam encontros presenciais e, ao chegarem ao local combinado, anunciavam o assalto.

Durante as ações criminosas, as vítimas eram agredidas fisicamente, tinham joias e outros pertences subtraídos e eram obrigadas a realizar transferências bancárias via Pix para contas registradas em nome de terceiros. A polícia aponta que o esquema explorava a vulnerabilidade das vítimas, combinando violência física com extorsão financeira sistemática.

Até o momento, três homens, com idades de 28, 29 e 31 anos, todos residentes em Maceió, são apontados como suspeitos de integrar a associação criminosa investigada. As apurações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e dimensionar o número total de vítimas.

A participação da Polícia Civil de Pernambuco na operação ocorre porque o inquérito policial foi instaurado naquele estado, após o surgimento de informações que indicam vínculos diretos do grupo criminoso com Pernambuco, mesmo com a atuação concentrada em Maceió. Há indícios de crimes de caráter interestadual, incluindo conexões financeiras e digitais, como contas bancárias utilizadas nas extorsões e dados telefônicos ligados ao estado vizinho.

Por se tratar de uma investigação sob coordenação da Polícia Civil pernambucana, coube à corporação liderar a operação, com apoio logístico e operacional da Polícia Civil de Alagoas no cumprimento dos mandados. A atuação conjunta entre os dois estados busca ampliar o alcance das investigações e interromper a sequência de crimes atribuídos ao grupo.

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