por Redação do Interior
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada hoje, quarta-feira (21), indica que Fernando Haddad (PT) lidera os cenários eleitorais em que é testado como candidato à Presidência da República, reforçando a força do Partido dos Trabalhadores mesmo em uma eventual disputa sem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dados apontam que o PT permanece competitivo e com capacidade real de vitória em 2026.
O levantamento foi realizado entre 15 e 20 de janeiro, com 5.418 entrevistados, por meio de recrutamento digital aleatório, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR- 02804/2026. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
Haddad lidera contra principais nomes da direita
No cenário de primeiro turno em que Fernando Haddad enfrenta Flávio Bolsonaro, o petista aparece com 41,5% das intenções de voto, à frente dos 35,4% atribuídos ao senador. Já em outra simulação, com Tarcísio de Freitas como principal adversário, Haddad mantém a liderança com 42%, enquanto o governador de São Paulo registra 28,9%.
Os números revelam que Haddad herda parte significativa do eleitorado petista e consegue se consolidar como nome competitivo no centro do debate eleitoral, mesmo diante de adversários com forte apelo no campo conservador.
Força do PT vai além de Lula, indica levantamento
Embora o presidente Lula concentre um capital eleitoral mais elevado nos cenários em que aparece como candidato, a pesquisa sugere que a estrutura partidária e a marca do PT sustentam a liderança de Haddad. A diferença de desempenho entre Lula e Haddad indica não apenas popularidade pessoal do presidente, mas também um patamar sólido de apoio ao partido.
Analistas ponderam que o desempenho de Fernando Haddad não pode ser explicado apenas pela fragmentação da oposição. Em 2018, mesmo em um cenário de forte unificação da direita em torno de Jair Bolsonaro e com Lula impedido de disputar a eleição, Haddad alcançou patamares semelhantes de intenção de voto ainda no primeiro turno.
Os dados sugerem que o ex-ministro mantém relevante capacidade de transferência do capital político do PT, independentemente do grau de coesão do campo adversário, o que reforça sua posição como principal alternativa do partido em um eventual cenário sem Lula.
Rejeição elevada e cenário competitivo
A pesquisa também aponta índices elevados de rejeição entre as principais lideranças políticas, incluindo Haddad. Ainda assim, o petista apresenta rejeição inferior à de Jair Bolsonaro e aparece em posição mais confortável do que outros nomes da direita, o que contribui para sua liderança nos cenários testados.
O conjunto dos dados indica que Fernando Haddad surge como principal alternativa do PT para a sucessão presidencial, com desempenho suficiente para liderar a disputa e avançar para o segundo turno — ou até vencer, dependendo da configuração do pleito.
A pesquisa reforça que, mesmo sem Lula na corrida, o partido mantém protagonismo e capacidade de comando no cenário eleitoral de 2026.
