Juiz é resgatado de cativeiro após sequestro relâmpago em área nobre de São Paulo

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por Redação do Interior

A Polícia Civil de São Paulo resgatou, na manhã desta segunda-feira (20), um juiz que havia sido vítima de um sequestro relâmpago iniciado na noite de domingo (19), na capital paulista. A vítima foi localizada em um cativeiro no município de Osasco, na Região Metropolitana, durante operação conduzida pela Delegacia Antissequestro (DAS) com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra).

O magistrado é Samuel de Oliveira Magro, auditor fiscal e integrante do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo (TIT). Ele foi abordado por criminosos enquanto trafegava pela Avenida Rebouças, nas proximidades da Rua Oscar Freire, uma das regiões mais valorizadas da cidade.

Segundo as investigações, o juiz conseguiu avisar o companheiro por telefone de que estava sob ameaça, utilizando uma palavra-chave previamente combinada, o que levantou o alerta imediato. A partir dessa informação, a polícia iniciou diligências para rastrear a movimentação dos sequestradores e identificar o local do cativeiro.

A ação policial resultou na libertação da vítima sem ferimentos graves e na prisão de cinco suspeitos, que foram levados para a sede da DAS, onde permanecem à disposição da Justiça.

Suspeitos presos

Os detidos foram identificados como:

  • José Francisco Paulino de Assunção
  • Adriel Santana de Araújo
  • Fabio dos Santos Ribeiro Júnior
  • Maria Tavares da Cruz
  • Tiphany Vitória Lopes Faustino de Lima

De acordo com a polícia, o grupo teria participação direta no sequestro e na manutenção do cativeiro. As investigações continuam para apurar se há outros envolvidos e se a quadrilha tem ligação com crimes semelhantes registrados na capital.

Veículo da vítima não foi encontrado

O carro do magistrado, um Hyundai Tucson, utilizado no momento do sequestro, ainda não foi localizado. A polícia trabalha com a hipótese de que o veículo tenha sido abandonado ou desmontado para dificultar o rastreamento.

O caso foi registrado como sequestro relâmpago, modalidade criminosa em que a vítima é mantida sob domínio por um curto período, geralmente para obtenção de vantagens financeiras. A Polícia Civil informou que novas informações poderão ser divulgadas após a conclusão dos depoimentos e da análise do material apreendido.

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