por Redação do Interior
O Governo Federal publicou na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 a autorização para a criação de 78.674 novos cargos no serviço público federal e o provimento de 85.128 cargos existentes ou a serem criados ao longo do ano, totalizando 163.802 vagas no orçamento aprovado para o próximo exercício.
A medida, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Diário Oficial da União, abre caminho para a realização de novos concursos públicos, além de permitir a nomeação de aprovados em seleções já realizadas e a recomposição de quadros por aposentadorias ou exonerações.
Segundo a LOA, a maior parte das vagas está concentrada no Poder Executivo Federal, que responde por mais de 155 mil oportunidades, entre criação de cargos e provimento. O texto também prevê vagas distribuídas pelo Poder Judiciário, Legislativo, Ministério Público da União (MPU) e Defensoria Pública da União (DPU).
No Judiciário, por exemplo, estão previstas vagas em diversos tribunais, incluindo Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Justiça Federal e Justiça Eleitoral. No Legislativo, há autorizações para cargos na Câmara dos Deputados, no Senado e no Tribunal de Contas da União.
O orçamento para 2026 também destina recursos específicos para a área de educação, com previsão de investimentos no provimento de cargos para professores e técnicos-administrativos em universidades e institutos federais.
De acordo com especialistas, a inclusão de milhares de vagas no Orçamento representa um ambiente mais favorável para concurseiros em 2026, ainda que a existência de espaço orçamentário não garanta a abertura imediata de todos os certames. A publicação de editais, escolha de bancas organizadoras e cronogramas de concursos dependem de autorizações específicas dos órgãos e da observância das condições financeiras ao longo do ano.
O calendário eleitoral de 2026 — com eleições gerais previstas para outubro — impõe ainda restrições à nomeação de aprovados: nos três meses que antecedem o primeiro turno, as nomeações e posses ficam, em regra, suspensas, salvo exceções para reposições decorrentes de aposentadorias ou outras saídas de servidores.
Concurseiros esperam que grande parte das atividades ligadas a concursos — como autorizações, publicação de editais e contratos com organizadoras — se concentre no primeiro semestre de 2026, antes do início do período de restrições eleitorais.
