Com 98% das urnas apuradas, Portugal confirma segundo turno entre Seguro e Ventura

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por Redação do Interior

A eleição presidencial em Portugal será decidida em segundo turno, marcado para 8 de fevereiro, confirmando um cenário inédito nas últimas quatro décadas. Com 98,05% das urnas apuradas, o socialista António José Seguro lidera a disputa com 31,11% dos votos, seguido pelo candidato da extrema direita André Ventura, que soma 23,52%.

Os números oficiais consolidam as projeções divulgadas mais cedo pela Universidade Católica de Lisboa para a Rádio e Televisão Portuguesa (RTP) e confirmam que nenhum candidato alcançou a maioria absoluta necessária para vencer ainda no primeiro turno.

Na sequência da apuração, João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, aparece em terceiro lugar, enquanto Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes ficam atrás, fora da disputa final.

A eleição deste ano registra a maior participação eleitoral dos últimos vinte anos, em um pleito considerado o mais equilibrado desde a redemocratização do país. Cerca de 11 milhões de portugueses foram às urnas, menos de um ano após as últimas eleições legislativas. A taxa de abstenção deve ficar entre 37% e 43%.

O resultado também provocou reações imediatas no cenário político. Lideranças da esquerda passaram a defender a união em torno de António José Seguro no segundo turno, enquanto André Ventura afirmou que pretende “agregar a direita” e se colocou como principal liderança do campo conservador no país.

Em Portugal, o presidente da República é o chefe de Estado, com funções institucionais, mas com poderes relevantes, como o veto a leis e a dissolução do Parlamento em momentos de crise. O cargo é atualmente ocupado por Marcelo Rebelo de Sousa, que encerra seu mandato em 2026.

O confronto entre centro-esquerda e extrema direita no segundo turno marca um dos momentos mais decisivos da política portuguesa recente.

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