por Redação do Interior
O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, em Caldas Novas (GO), ganhou novos e graves contornos com a revelação de conflitos anteriores no condomínio onde ela morava. Daiane sumiu no fim de dezembro de 2025, após descer de elevador até a garagem do prédio, depois que a energia elétrica de seu apartamento foi desligada.
Documentos obtidos pela investigação comprovam que 52 dos 58 moradores do edifício votaram pela expulsão de Daiane em assembleia, em razão de desentendimentos frequentes. O registro formal mostra que a corretora já enfrentava forte resistência dentro do condomínio antes do desaparecimento.
Imagens de câmeras de segurança mostram os últimos momentos de Daiane no prédio. Ela aparece conversando dentro do elevador, depois passa pela portaria, onde fala com o recepcionista sobre a falta de energia, e retorna ao elevador para descer ao subsolo. Essas são as últimas imagens conhecidas dela.De acordo com relatos colhidos pela polícia, no dia do desaparecimento as câmeras de segurança do subsolo não estavam operando, o que impediu o registro da movimentação de Daiane na garagem e impossibilitou confirmar se ela saiu sozinha, encontrou alguém ou foi retirada do edifício.
A mãe da corretora, Nilse Alves, afirmou que a última imagem mostra a filha gravando um vídeo no celular, que nunca chegou a ser enviado a uma amiga. Segundo ela, a gravação parece ter sido interrompida de forma repentina, o que aumenta o mistério em torno do caso.
Além disso, há registros policiais de conflitos anteriores, envolvendo agressões mútuas entre Daiane e funcionários do prédio. Em um depoimento prestado à Polícia Civil, obtido com exclusividade pela RECORD, Daiane acusou o síndico do condomínio de agressão física, durante uma discussão relacionada a problemas nos serviços básicos oferecidos aos apartamentos.
Segundo Nilse, os conflitos se intensificaram ao longo de 2025. “Tivemos no ano de 2025 muitos problemas que geraram processos contra o condomínio. Processos que tramitam na Justiça de Caldas Novas”, afirmou.
No campo investigativo, a família informou que a Polícia Civil quebrou o sigilo bancário de Daiane e constatou que nenhuma movimentação financeira ocorreu após o desaparecimento. Também foram realizadas buscas pelo sinal do celular da corretora nas imediações do prédio, mas sem sucesso.
Outro ponto considerado estranho é o fato de que Daiane teria deixado a porta do apartamento aberta, mas ela foi encontrada trancada posteriormente. “É um mistério”, resumiu a mãe.
O delegado Alex Miller, responsável pelo caso, afirmou que as investigações seguem em andamento. “São várias hipóteses investigativas, não sendo possível descartar nenhuma”, declarou.
