por Redação do Interior
O preço do aluguel residencial em Maceió registrou alta de 12,22% ao longo de 2025, segundo dados do Índice FipeZAP de Locação Residencial, divulgado nesta quinta-feira (15). O percentual coloca a capital alagoana entre as capitais brasileiras com maior aumento no custo da locação, acima da média nacional e bem acima da inflação oficial do país no período.
No Brasil, o valor médio dos aluguéis encerrou 2025 com avanço de 9,44%, resultado inferior ao observado nos três anos anteriores — 16,55% em 2022, 16,16% em 2023 e 13,50% em 2024. Ainda assim, a alta nacional superou com folga a inflação medida pelo IPCA, que fechou o ano passado em 4,26%, indicando que o custo da moradia segue pressionando o orçamento das famílias brasileiras.
Maceió acima da média nacional
O desempenho de Maceió reflete uma pressão local mais intensa no mercado imobiliário, com crescimento dos aluguéis superior ao registrado no país como um todo. No ranking das capitais brasileiras, a cidade ocupa a 10ª posição entre as maiores altas de preços em 2025.
O percentual de 12,22% supera capitais como Curitiba (+10,98%), Rio de Janeiro (+10,87%), Porto Alegre (+9,38%), São Paulo (+7,98%) e Brasília (+6,41%), consolidando Maceió como um dos mercados mais aquecidos do país no segmento de locação residencial.
O levantamento do FipeZAP também mostra que o Nordeste concentrou algumas das maiores altas do país em 2025. Além de Maceió, aparecem com forte valorização cidades como Fortaleza (12,45%), Salvador (12,38%) e João Pessoa (15,31%), indicando um movimento regional de encarecimento do aluguel.
Especialistas apontam uma combinação de fatores para explicar o avanço dos preços. Entre eles está a demanda ainda firme por imóveis para alugar, mesmo após a desaceleração do mercado observada no pós-pandemia. A procura segue elevada, especialmente em áreas urbanas com boa infraestrutura e proximidade de serviços.
Outro ponto é a oferta limitada de imóveis para locação, sobretudo em bairros mais valorizados, como regiões próximas à orla. Essa restrição contribui para a manutenção dos preços em patamares elevados. Além disso, muitos proprietários realizaram reajustes acumulados após anos de forte valorização, buscando preservar a rentabilidade dos imóveis.
Com os aluguéis crescendo bem acima da inflação, o impacto é direto no orçamento das famílias, especialmente para quem precisou renovar contratos ou buscar um novo imóvel em 2025. Especialistas recomendam que inquilinos comparem preços de imóveis semelhantes, avaliem possibilidades de negociação e considerem contratos mais longos como estratégia para conter reajustes.
Mercado imobiliário aquecido
Maceió já figura como a capital com o metro quadrado mais caro do Nordeste para venda de imóveis, e os dados de locação reforçam o cenário de valorização do mercado imobiliário local. Bairros como Ponta Verde, Pajuçara, Jatiúca e Jacarecica estão entre os mais caros da cidade, refletindo a combinação de alta demanda e oferta restrita.
Apesar da desaceleração nacional no ritmo de crescimento dos aluguéis, os números indicam que, em Maceió, o mercado segue aquecido, com a moradia se tornando cada vez mais onerosa para quem depende da locação residencial.
