PF faz nova operação contra desvio de emendas e volta a mirar deputado Félix Mendonça Jr.

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por Redação do Interior

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, a nona fase da Operação Overclean, que investiga um esquema de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, com foco no deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA). A ação foi autorizada pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Brasília (DF) e nas cidades baianas de Salvador, Mata de São João e Vera Cruz. Entre os alvos está o apartamento de alto padrão do parlamentar em Salvador, além de outros três endereços ligados a investigados.

Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta que o deputado teve participação ativa no esquema criminoso, que envolvia a destinação de emendas parlamentares a municípios da Bahia em troca de pagamentos ilegais. De acordo com os investigadores, Félix Mendonça Jr. utilizava o então secretário parlamentar Marcelo Chaves como intermediário das negociações.

Como funcionava o esquema

Conforme apurado pela PF, o esquema operava a partir da indicação de emendas parlamentares para prefeituras específicas, que, posteriormente, abriam processos licitatórios direcionados. Servidores públicos facilitavam a vitória de empresas previamente escolhidas, que executavam os serviços com contratos superfaturados. A diferença dos valores era desviada e convertida em propinas, distribuídas entre os envolvidos.

Ainda segundo as investigações, Marcelo Chaves era responsável por negociar diretamente com prefeitos, cobrar os valores ilícitos e operacionalizar o repasse das vantagens indevidas. Ele já havia sido alvo da quarta fase da Overclean, deflagrada em junho do ano passado.

Histórico de investigações

Esta não é a primeira vez que Félix Mendonça Jr. entra no radar da Polícia Federal. Na quarta fase da operação, além do deputado e de seu assessor, prefeitos de municípios baianos também foram alvos de mandados judiciais. Na ocasião, dois prefeitos afastados dos cargos chegaram a ser presos em flagrante durante o cumprimento das ordens de busca e apreensão.

As investigações apontam a existência de uma organização criminosa estruturada, voltada ao desvio sistemático de recursos públicos, com indícios de crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

A Operação Overclean é conduzida pela Polícia Federal com apoio de outros órgãos de controle e segue em andamento. Até o momento, não há informação oficial sobre prisões nesta nova fase.

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