Pesquisa Meio/Ideia: Lula lidera em todos os cenários para 2026

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por Redação do Interior

A nova pesquisa de intenção de voto divulgada nesta terça-feira (13) pelo portal Meio em parceria com o Instituto Ideia coloca Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consistentemente à frente da corrida presidencial de 2026, dominando todos os cenários testados de primeiro turno e mostrando competitividade mesmo em simulações de segundo turno que envolvem adversários de diferentes espectros políticos.

No levantamento espontâneo — em que os entrevistados citam livremente um nome sem estímulo da lista — Lula lidera com 32% das intenções de voto, reforçando sua posição como principal referência eleitoral no início do ano eleitoral. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível e encarcerado por tentativa de golpe, aparece em segundo lugar com 9,5%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 6,6% e pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 6,1%.

O índice de indecisos na espontânea é elevado, com 27,4% dos entrevistados afirmando não saber em quem votariam, e 7,7% declarando voto nulo, em branco ou em ninguém.

Lula à frente em todos os cenários estimulados

Quando os nomes são apresentados aos entrevistados, Lula amplia sua vantagem e mantém posição de liderança em todos os cenários de primeiro turno testados:

Cenário sem representante da família Bolsonaro

  • Lula (PT): 40,2%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 32,7%
  • Romeu Zema (Novo): 5,5%
  • Ronaldo Caiado (União Brasil): 5,5%
  • Ninguém/Branco/Nulo: 3,6%
  • Não sabe: 11,8%

Cenário com Flávio Bolsonaro e Ratinho Junior

  • Lula (PT): 39,7%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 26,5%
  • Ratinho Junior (PSD): 7%
  • Não sabe: 11,4%
  • Ninguém/Branco/Nulo: 7,1%

Outros cenários estimulados

Em outras configurações que incluem nomes como Michelle Bolsonaro (PL), Eduardo Leite (PSD) e combinam diferentes perfis de centro e direita, Lula oscila entre 39,6% e 40,1%, sempre à frente de seus adversários, que não ultrapassam a casa dos 29% nem nos melhores desempenhos individuais.

Esse padrão sinaliza que, no início da corrida eleitoral, Lula detém vantagem clara sobre potenciais rivais no primeiro turno — um reflexo tanto de sua visibilidade nacional quanto da fragmentação do eleitorado oposicionista.

Segundo turno: competitividade e limites da oposição

Nas simulações de segundo turno, Lula aparece à frente em todos os confrontos, embora com resultados variando conforme o adversário:

  • Lula x Tarcísio: 44,4% a 42,1% (empate técnico, dentro da margem de erro)
  • Lula x Michelle Bolsonaro: 46% a 39%
  • Lula x Ratinho Junior: 46% a 37%
  • Lula x Ronaldo Caiado: 46,3% a 36,5%
  • Lula x Romeu Zema: 46,3% a 36,1%
  • Lula x Flávio Bolsonaro: 46,2% a 36%
  • Lula x figuras menos competitivas (Renan, Leite, Aldo Rebelo): Lula varia de 45% a 46,5%, bem à frente desses nomes.

O cenário com Tarcísio de Freitas é o único em que a vantagem de Lula fica dentro da margem de erro, apontando uma disputa mais acirrada caso o governador paulista consolide apoio ao longo da campanha. Nos demais confrontos, a liderança de Lula é mais confortável, sugerindo capacidade de ampliar ou consolidar preferências em um eventual segundo turno.

Enfim, a pesquisa Meio/Ideia, realizada com 2.000 eleitores entre 8 e 12 de janeiro de 2026 e com margem de erro de ±2,2 pontos percentuais, mostra que Lula entra na disputa como favorito, sustentando liderança em praticamente todas as projeções de intenção de voto — tanto espontâneas quanto estimuladas.

Apesar de a pesquisa indicar um ambiente ainda em construção, os dados mostram que a dianteira de Lula é consistente e se repete em todos os recortes do levantamento.

Mesmo no confronto mais competitivo do segundo turno, contra Tarcísio de Freitas, Lula mantém vantagem numérica e segue como referência central da disputa, enquanto os adversários ainda buscam ampliar reconhecimento e consolidar alianças.

Da mesma forma, o desempenho de nomes ligados ao bolsonarismo, como Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, embora relevante, não altera o quadro geral: nenhum deles supera Lula em qualquer cenário testado. A fragmentação desse campo político dilui o potencial de enfrentamento direto ao presidente e reforça a condição de Lula como o polo dominante da eleição com capacidade para concentrar as preferências.

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