Queda pontual de alimentos não impede alta da cesta básica em Maceió

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por Redação do Interior

Apesar da redução nos preços de itens essenciais como leite, arroz, açúcar, café e óleo de soja, o valor da cesta básica voltou a subir em Maceió no mês de dezembro de 2025. Segundo a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quinta-feira (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Dieese, a capital alagoana registrou a maior alta percentual do país no período, com aumento de 3,19% em relação a novembro.

Com isso, o custo da cesta básica em Maceió chegou a R$ 589,69, mantendo a capital entre as cidades com menor valor absoluto do conjunto de alimentos, mas evidenciando pressão sobre o orçamento das famílias de baixa renda. No Nordeste, Maceió ficou atrás apenas de Aracaju (R$ 539,49) no ranking das cestas mais baratas, mas destoou do movimento de queda observado em outras capitais.

O levantamento mostra que, enquanto nove capitais brasileiras tiveram redução no custo da cesta básica, Maceió figurou entre as 17 cidades onde houve aumento, ao lado de Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Rio de Janeiro. Em João Pessoa (PB), o valor permaneceu estável em R$ 597,66.

Mesmo com a alta geral, alguns produtos apresentaram comportamento favorável ao consumidor em Maceió. O arroz agulhinha, por exemplo, teve uma das maiores quedas do país na capital alagoana, com redução de 6,65%, reflexo da menor demanda e do recuo nas exportações. O leite integral manteve o preço estável no município, acompanhando tendência observada em poucas capitais.

No cenário nacional, São Paulo segue liderando o ranking da cesta básica mais cara, com custo de R$ 845,95, enquanto capitais do Norte e Nordeste concentram os menores valores médios, ainda que com oscilações mensais relevantes.

A pesquisa também revela que, em dezembro de 2025, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.106,83, o equivalente a 4,68 vezes o piso nacional, fixado em R$ 1.518. Já o trabalhador que recebe um salário mínimo comprometeu, em média, 48,49% da renda líquida apenas para adquirir os itens da cesta básica nas capitais pesquisadas.

O caso de Maceió ilustra como a queda pontual de alguns alimentos não é suficiente para neutralizar pressões locais de preços, mostrando a necessidade de políticas contínuas de abastecimento e segurança alimentar, sobretudo em regiões com maior vulnerabilidade social.

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