por Redação do Interior
A Polícia Civil de Alagoas prendeu, nesta quarta-feira (7), o homem suspeito de assassinar a doméstica Cícera Laura da Silva, de 47 anos, encontrada morta no Bosque das Arapiracas, em Arapiraca, no Agreste do estado. Segundo familiares da vítima, o suspeito confessou o crime após a prisão.
Cícera Laura estava desaparecida desde o último domingo (4), quando saiu de casa nas primeiras horas da manhã para fazer uma caminhada, hábito que mantinha com frequência. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ela deixou a residência, por volta das 4h30, e caminhou em direção à área do bosque. Desde então, ela não foi mais vista.
O corpo da vítima foi localizado na tarde da terça-feira (6), em uma área de mata no Bosque das Arapiracas, em estado avançado de decomposição. A cena chamou a atenção das autoridades porque Cícera foi encontrada sem a parte inferior das roupas, o que levou a Polícia Civil a trabalhar, desde o início, com a hipótese de violência física e sexual, além de homicídio.

O suspeito foi preso no local de trabalho, durante uma ação da Polícia Civil. O nome dele não foi divulgado oficialmente. De acordo com a polícia, o homem é natural de Marau, no Rio Grande do Sul, e já responde por outros crimes, como porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica. Ele estava em Arapiraca a trabalho e mantinha um relacionamento com uma mulher do município.
Em entrevista coletiva, os delegados Edberg, Ueslei e Matheus detalharam as investigações e confirmaram que o suspeito confessou o assassinato, além de explicar a dinâmica do crime. Materiais que teriam sido usados na ação criminosa foram apreendidos e passarão por perícia.
Segundo a polícia, imagens de videomonitoramento foram fundamentais para a identificação do suspeito. Os registros mostram o homem seguindo Cícera Laura e, em seguida, o momento em que ela é atacada e levada para a área de mata onde o corpo foi encontrado.

Abalado, o filho da vítima falou com a imprensa e afirmou que a família conhecia o suspeito apenas “de vista”. Segundo ele, os parentes colaboraram ativamente com as investigações desde o desaparecimento.
“Ele confessou o crime. Foram apreendidos materiais e ele explicou a forma como cometeu o ato. Isso não vai trazer minha mãe de volta, mas a justiça foi feita”, declarou.
O filho também relatou que as buscas não cessaram nem mesmo após a localização do corpo.
“Tudo o que eu descobria, repassava para a polícia. Nós fomos atrás de testemunhas. Não sabemos explicar a razão do homicídio, porque minha mãe era uma mulher de bem. Que a justiça seja feita”, concluiu.
A Polícia Civil informou que o suspeito deve responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A possibilidade de estupro ainda depende dos laudos do Instituto Médico Legal (IML).
